QUAL O CUSTO EMOCIONAL DE ABRIR UM NEGÓCIO?

As inúmeras mudanças nas leis trabalhistas e a realidade do mercado de trabalho fazem você pensar em empreender, pois a falta de perspectiva profissional no seu atual local de trabalho e a dificuldade de recolocação estão te “empurrando” para o empreendedorismo.

 

“Como assim não tem vaga?”

Já faz um bom tempo que você está flertando com a possibilidade de empreender. Você já tem estabilidade na sua carreira formal, mas hoje sente uma necessidade imensa de tentar algo novo – você já tem até mesmo a ideia de negócio. A maternidade chegou e o mercado formal não tem estrutura para te absorver… tantas mães empreendem, será que não é o caso de tentar também?

A verdade é que atualmente todas nós, em algum momento, e por muitas razões diferentes, cogitamos a possibilidade de empreender. Dentre tantas dúvidas que vem junto com esse impulso, a mais frequente e que não cala é: quanto custa empreender?

Você sabe que é impossível responder a essa pergunta com um número fechado, pois as implicações são muitas. Nas pesquisas que você faz deve ter lido inúmeras histórias de gente que perdeu muita grana tentando empreender. Te garanto que não precisa ser assim: um bom planejamento pode seguramente minimizar esse risco de forma bastante positiva.

O custo financeiro é mensurável, e ele certamente será considerado de forma bastante estreita no seu plano de negócios quando for especificar o planejamento financeiro. Quanto melhor a sua estrutura base, menores os riscos de insucesso. Pode respirar aliviada – o custo pode ser bastante previsível.

Acontece que quase nunca falamos sobre o custo imaterial, e ele é sem sombra de dúvidas o mais importante a ser considerado quando pensamos em dar um passo rumo ao empreendedorismo. Estou falando aqui do seu capital emocional.

 

Empreender requer muita inteligência emocional e um comprometimento tão grande quanto a sua vontade de fazer dar certo. No início do desenvolvimento do seu negócio provavelmente você trabalhará mais horas do que está acostumada, além de precisar desenvolver habilidades que desconhecia. Tudo isso vai atingir diretamente o seu capital emocional.

Podemos definir Capital Emocional (ou Capital Psicológico, como também é conhecido) como sendo o conjunto de sentimentos, crenças, nível de afetividade, percepções e vínculos com relação ao que você faz; é o alinhamento emocional que você faz entre suas expectativas e as relações que pretende estabelecer ao abrir um negócio.

 

O envolvimento emocional em tudo o que fazemos não é um mito, é de fato ponto de concordância entre academia e ciência. Quando entendemos que a emoção é quem garante a liga em nossos relacionamentos, sejam eles comerciais ou não, gerimos melhor nossa relação com o mundo dos negócios e ainda temos a chance de contagiar e mobilizar nossos potenciais aliados, parceiros e consumidores.

Tocar um negócio não se trata apenas de gerenciar o fluxo da grana, mas também de gerenciar suas emoções para garantir que você possa seguir em frente no seu plano.

 

 Como descobrir o valor do seu capital emocional?

 

Não existe uma maneira de mensurar esse bem valiosíssimo, mas o que posso garantir a você é que uma boa visita ao passado e a análise cuidadosa de todas as suas relações podem te dar um panorama sobre como você reage emocionalmente a ações externas. Um belo e constante exercício de autoconhecimento sempre garantirá o monitoramento desse seu recurso.

Quando aprendemos sobre nosso capital emocional descobrimos quais são as limitações naturais impostas por ele, e passamos a colocá-lo em movimento. Se bem administrado ele reduzirá prejuízos, garantirá que você assuma riscos de maneira mais segura e mobilizará as pessoas envolvidas no seu empreendimento, fazendo  com que você siga segura com as escolhas que fez.

Lembre-se que a pressão externa tende a te impelir a pensar racionalmente, como se a razão fosse sua maior aliada ao decidir empreender.

Vão lhe apresentar argumentos e números que comprovam a dificuldade material que você enfrentará, mas ninguém vai te alertar que tudo isso se torna relativo quando você tem um capital emocional forte, consciente e que você usará como elemento surpresa em toda a sua jornada.

Para concluir: preste atenção ao que te faz suspirar, ouça seu coração e sinta suas reações. Aprenda a ouvir atentamente seus interlocutores. Por saber que empreender é arriscar-se, conhecer seu capital emocional é imprescindível, já que riscos acendem o sinal de alerta em qualquer pessoa, seja ela uma empresária de sucesso ou alguém que está pensando em se enveredar pelo universo dos negócios.

Como disse David Brooks: “A razão se apoia e é dependente da emoção. Emoção vincula valores às coisas e a razão só pode confirmar suas escolhas a partir das avaliações emocionais. A mente humana só pode ser pragmática porque no fundo ela é romântica”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Fundadora da Rede Feminaria, Ana é consultora jurídica e advogada por formação.


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TENHO MEUS OBJETIVOS E METAS TRAÇADOS… NA MINHA CABEÇA!

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Eu não quero jogar um balde de água fria na sua empolgação, mas se seu objetivo está perfeitamente traçado na sua cabeça, você não tem objetivo algum. Eu sei que sua memória pode ser impecável e não duvido que você seja capaz de explicar todo o seu plano numa sentada. Mas para chegar onde quer que seja, você precisa de duas ferramentas importantíssimas: papel e caneta.

Sempre que uma associada começa a trabalhar conosco na Feminaria a primeira tarefa sempre é “Definição de Objetivos”, não importa a fase do negócio ou carreira em que ela está; se ela chegou até aqui é importante definir exatamente o que ela pretende. Só assim podemos ter uma noção do desenvolvimento e das possíveis alterações da rota.

São os objetivos que nos movem e são eles que determinam nosso desenvolvimento, sejam eles pessoais ou profissionais. Determinar os objetivos é como criar uma história: o mais importante é tornar essa história viável e sustentável. Não importa o quão grandes são seus objetivos; uma vez que você tenha isso no papel poderá trabalhar neles de acordo com a viabilidade de cada um.

Sem querer parecer alarmista, te digo: um objetivo bem definido é o que vai te destacar dos seus concorrentes.

 

Se você for buscar as dicas e conselhos de grandes atletas, empresários e empresárias notáveis e grandes empreendedoras de todos os mais diferentes tipos de atuação eles sempre dirão que ter uma boa definição de onde queriam chegar fez toda a diferença.

Ao definir um objetivo de maneira clara e honesta – você estará se ajudando na definição de foco e na busca dos conhecimentos necessários para planejar e organizar seus recursos e seu tempo, de forma que você possa tirar o melhor proveito de sua vida, em todas as áreas.

Montar um painel com a definição dos seus objetivos vai envolver tomada de decisões, pois será importante refletir sobre o que você realmente quer fazer com sua vida pessoal e profissional. Definindo objetivos você criará metas, além de refletir sobre quais passos você precisará dar para alcançar cada uma delas, a curto, médio e longo prazo.

São muitos objetivos? Não se preocupe, a ideia é ter uma visão macro e depois quebrá-la em várias partes pequenas e gerenciáveis, cada uma com um prazo de cumprimento diferente. Começamos pelas metas de maior facilidade de realização, até que possamos ter uma base forte o suficiente para caminharmos em direção às metas maiores.

 

Com todos os objetivos colocados no papel, diariamente você terá a oportunidade de cumprir alguma das metas definidas. Realizar uma meta desperta uma enorme sensação de dever cumprido -não importa se a tarefa foi mínima – o importante é que ela esteja dentro do seu plano e seja um degrau em direção à realização do seu objetivo principal.

Habilidades e conhecimentos serão colocados à prova uma vez que seus objetivos sejam definidos.

 

Quando você começar a desenhar seu painel, você vai ver que precisará de habilidades e conhecimentos específicos. Será que seus objetivos exigem que você tenha um certo grau de conhecimento ou uma certa especialização? A partir daí você vai poder decidir se buscará essas capacidades em parcerias ou se vai se dedicar a estudar e tentar adquirir as habilidades necessárias.

Colocar objetivos no papel servirá como um guia, um mapa para alcançar suas metas, mas também será uma incrível ferramenta de autoconhecimento e desenvolvimento de autoconsciente – duas capacidades importantíssimas no mercado atual.

Para concluir: desmembre seus objetivos em grandes e pequenos, de longo, médio e curto prazo. Definir objetivos profissionais pode ser feito dessa forma. Para definir objetivos de vida faça uma viagem no tempo: em 10 anos, 5 anos, 1 ano, 6 meses. Percorra assim até que chegue nos pequeninos, mas não menos importantes – os planos semanais e diários. Não pense no tempo que esse trabalho vai levar, pense no tempo que esse trabalho vai otimizar.

Tenha metas e objetivos bem definidos e seja flexível o bastante para entender que rotas são alteráveis. E saiba que estamos aqui para te apoiar durante todo o caminho.

Como disse Hermann Hesse em Sidarta: “Procurar significa: ter uma meta. Mas achar significa: estar livre, abrir-se a tudo, não ter meta alguma”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


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VALIDEI MINHA IDEIA DE NEGÓCIO, E AGORA?

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Parabéns! Depois de muito trabalho e determinação você conseguiu validar sua ideia de negócio. Validar uma ideia não significa que você tem um plano de negócios, significa que você tem uma ideia que tende a se transformar num negócio promissor. Não podemos esquecer que a validação serve para analisar os pontos principais do negócio e definir se ele está pronto para ser desenvolvido ou se ainda precisa ser revisto. Foi validado como pronto e pode ser desenvolvido? Agora você precisa iniciar o seu produto.

O desenvolvimento do produto deve ser trabalhado de forma cautelosa e muito detalhada, isso porque dele dependerá o futuro do seu negócio.

A ideia validada precisa de um ótimo suporte para ser desenvolvida como negócio.  “Mas Ana, basta desenvolver um plano de negócios” – disse a empreendedora com a ideia validada.

Eu respondo: sim, é preciso desenvolver um plano de negócios, mas você sabe descrever perfeitamente tudo o que precisa ser colocado dentro de um plano de negócios? Provavelmente você saberá seguindo os inúmeros tutoriais que existem disponíveis na internet, mas é preciso garantir que cada parte do plano esteja “amarrada” e definida de forma objetiva.

O plano é mais um processo do que um produto. O plano de negócio não é a empresa, não é o negócio, ele é a descrição dele. O seu plano de negócios não tem o poder de prever o futuro, portanto, dificilmente descreverá com precisão razoável a sequência de eventos. Quanto mais bem elaborado e completo, mais seguro ele será, além de ser essencial para manter você atenta ao que deseja que aconteça e a todos os cenários possíveis.

Para que serve um plano de negócios?

Para a criadora: serve para organizar as ideias e tirar o projeto do universo da imaginação. Ele serve como uma análise preliminar da viabilidade do seu projeto considerando toda a operacionalidade dele.

Para quem o recebe: tem como função dar uma visão panorâmica e geral do projeto, ele é o documento que demonstra para o leitor que o projeto é viável e trará benefícios. Lembre-se que o leitor pode ser um parceiro, um investidor ou potencial sócio.

Quais são as aplicações de um plano de negócios?

  • Desenvolvimento da ideia validada
  • “Criação” do seu modelo de negócios
  • Lançamento de produto
  • Inauguração de Unidade
  • Início de operação
  • Fusão ou compra
  • Capitalização financeira
  • Lançamento de ações
  • Criação de novas empresas
  • Revitalização da empresa

Um plano de negócios bem feito poderá sofrer várias alterações durante o desenvolvimento do seu empreendimento. No entanto, ele terá uma base sólida devidamente estruturada e que poderá te deixar livre para alterar a rota a qualquer momento.

Antes de elaborar um plano de negócio

Antes de elaborar um plano de negócios você vai precisar definir seu objetivo. O que você pretende com o seu plano? Qual a finalidade dele? Lembre-se de que um plano de negócios tem várias aplicações e definir exatamente o seu objetivo vai garantir que seu plano seja desenvolvido de acordo com a aplicação para quem será destinado.

Quanto custa elaborar um plano de negócio?

Com as facilidades atuais você pode montar um plano de negócios sozinha. Existe uma infinidade de conteúdo relacionada ao tema, desde passo a passo até aulas online. Você pode contratar uma consultoria especializada, uma boa profissional vai cobrar de você um valor atrelado a complexidade do negócio para o qual você vai desenvolver o plano, podendo variar a partir dos X mil reais.

Você também pode se associar à Feminaria e desenvolver seu plano junto conosco e o valor é o que você já conhece – cabe no seu bolso e não vai afetar seu orçamento. É importante ter em mente que o custo desse trabalho precisa estar dentro da sua reserva para “abrir” seu negócio, vamos falar sobre isso em um próximo artigo.

 

Vai fazer seu plano de negócios sozinha?

A melhor dica que posso te dar é: seja o mais honesta possível, quanto mais objetiva e sincera você for, maiores são as chances de desenvolver um plano realista e de acordo com a realidade do mercado no qual irá atuar. Importante: liste inclusive suas limitações e habilidades que não tem, isso vai te dar uma maior segurança, assumir que não sabemos tudo é sinal de maturidade.

Para concluir: você nunca estará livre da obrigação de colocar no papel tudo aquilo que passa pela sua cabeça. Sempre que houver uma alteração na rota, você precisará rever seu plano de negócios e se necessário criar um outro com nova finalidade de aplicação. Se você permite mais uma dica, aqui vai: mantenha simples!

Como disse Khalil Gibran: “A simplicidade é último grau da sabedoria”.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


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Você precisa de um “pitch”? Então, não escreva um.

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Desde que comecei a me movimentar efetivamente no ambiente empreendedor (é um universo), percebi que a palavra pitch se repete exaustivamente e comecei a ficar ressabiada porque não havia montado o meu pitch matador. Existem cursos, técnicas, livros, workshops; enfim, não faltam ferramentas para nos ajudar a desenvolver o pitch perfeito.

A regra é clara: ele precisa ser impactante o suficiente para que chame a atenção do seu ouvinte – que em geral é um investidor ou alguém para quem você pretende “vender” sua ideia, produto ou negócio.

Pois bem: me vesti com a minha melhor roupa (de gosto duvidoso, é claro), sentei em frente ao meu notebook e lá fui eu desenvolver o pitch.

Tenho facilidade em escrever e por isso imaginei que seria uma coisa simples. Pensei: tenho bem definidas as ideias e agora basta colocar no papel seguindo a fórmula: quem sou, o que faço, o que desejo e como pretendo realizar e o que preciso agora para atingir meu objetivo. Nunca imaginei que seria tão difícil. Não falo que foi um parto porque não tenho a menor ideia de como deve ser um, mas foi tão difícil quanto ouço minhas amigas mães falarem sobre isso: todo mundo quer dizer qual é a melhor maneira de você fazer o seu, porém, ninguém está ali na sua pele pra saber o que você sente e deseja.

Successful Young Businesswoman Holding Speech

Depois de me apegar a técnica e me desesperar, tive um lampejo de lucidez e me dei conta que eu precisava explicar exatamente aquilo que eu sentia e fazia. Ou seja, eu tirei o foco da técnica e me preocupei em “abrir o coração” foi então que o trabalho começou a fluir, depois começou a ficar bonito, depois eu comecei a me emocionar. Ao passo que meu pitch era desenvolvido eu observava a trajetória que estava percorrendo, poder analisar as coisas por essa nova perspectiva me dava uma sensação de evolução e via que meu negócio estava conseguindo refletir meus valores pessoais.

Escrevi como se não houvesse amanhã, coloquei no papel o que meu coração e memória mandavam e o texto ficou enorme e lindo. Foi então que parti para a segunda fase: transformar aquela confissão em algo palatável para o mercado.

Me inspirei nas pessoas mais capacitadas que conheço:  os vendedores ambulantes! Esses profissionais têm segundos para mostrar que o produto deles precisa ser levado por você, você invariavelmente pode viver sem aqueles produtos e ainda assim: compra! Por que eles conseguem fazer isso?  Porque eles precisam voltar para casa com o dinheiro daquelas vendas do dia, porque daquele dinheiro depende o amanhã e o depois. Então, ali naquela venda, eles colocam o que têm de mais importante: o esforço em manter suas vidas e a daquelas pessoas que dependem deles. Como eles aprenderam isso? Com a vida. A vida mostrou para esses profissionais que a única maneira de se manterem no mercado seria comunicando com paixão aquilo que fazem.

Li meu textão, reli meu textão, suprimi várias partes, mas estrategicamente deixei aquelas que me afetavam emocionalmente sem perder a objetividade. Meu pitch está pronto.

Esse texto é para dizer que não importa o quanto de técnica você tenha, quantas capacidades você domine e o quão maravilhoso é o que você faz – o que vai te fazer comunicar com paixão a ponto de despertar o interesse do mais desaviado dos ouvintes é a paixão que você emprega no que quer que seja.

A paixão pode estar em vários lugares: na sua necessidade de levar estabilidade para a sua família, na sua necessidade de provocar mudanças estruturais no mundo, mas te digo: ela sempre diz respeito ao outro e nunca a você. Quanto de ti existe no que você faz?


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Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


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Série: Mecanismos de Acesso à Justiça

– por Tatiana Dias

II – Sistema Multiportas

Continuando a série de artigos sobre mecanismos de acesso à justiça, preciso apresentar para vocês um mecanismo que vem sendo fortemente incorporado pelo Direito brasileiro nos últimos anos, com o objetivo de facilitar e tornar mais efetivo o acesso à justiça. Trata-se do sistema multiportas de resolução de disputas.

O sistema multiportas propõe a utilização de meios extrajudiciais para a solução de conflitos, especialmente métodos como a arbitragem, a conciliação, a mediação, a negociação e outros mecanismos que misturam essas técnicas[1].

Essas formas alternativas de resolução de conflitos sempre existiram, porém passaram a ser sistematizadas, regulamentadas e legitimadas como formas tão ou mais adequadas de resolução de disputas quanto a sentença judicial apenas nas últimas décadas.

Esse reconhecimento foi necessário pois, com o desenvolvimento das relações sociais e jurídicas, observou-se que a solução judicial seria insuficiente para atender toda as demandas, seja por uma insuficiência de recursos materiais do Estado, seja pela frequente ineficácia do provimento jurisdicional na resolução de conflitos complexos.

Assim, com a incorporação do sistema multiportas de acesso à justiça, passa-se a admitir como plenamente válidas e legítimas formas alternativas de resolução de conflitos, ao lado da solução judicial, incorporando-as, inclusive, à estrutura estatal de solução de disputas.

Portanto, as pessoas podem utilizar esses meios de solução de conflitos de forma privada, contratando negociadores privados, empresas de mediação e conciliação ou tribunais e câmaras arbitrais. Há muitos, basta pesquisar bem e conferir a credibilidade desse prestador de serviço[2].

O custo desses serviços pode parecer alto. Mas antes de descartar essa via pelo seu custo, é importante que você considere que para resolver seu conflito judicialmente será necessário contar com advogados durante todo o processo, a resolução definitiva da questão pode demorar anos, há custas judiciais e outras despesas com o processo que serão suportadas pela parte.

Ademais, há situações em que a utilização da mediação como forma de atendimento individualizado, com objetivo de restaurar as relações e o diálogo será muito mais eficaz a médio e longo prazo do que a solução judicialmente imposta, como é o caso de conflitos familiares (separações, divisões de bens, guarda de filhos). Portanto, o custo imediato não deve ser o único fator a ser considerado, valendo lembrar que sempre é possível negociar valores, forma de pagamento, etc.

Além dos serviços privados, atualmente o Poder Público oferece o sistema multiportas através dos centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania – CEJUSC, que estão sendo instalados pelos órgãos do poder judiciário em suas unidades e também em parcerias com outros órgãos públicos[3].

Os CEJUSC se destinam a oferecer orientação à população sobre direitos e acesso à justiça, bem como disponibilizar a mediação e a conciliação gratuitamente, como meios de resolução de conflitos.

Qualquer pessoa pode se dirigir diretamente ao CEJUSC para realizar uma reclamação, verbal ou por escrito, descrevendo brevemente o conflito e solicitando o agendamento de uma sessão de mediação ou conciliação, para tentativa de acordo.

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A partir da reclamação, o CEJUSC orienta sobre o método mais adequado para resolução do conflito[4], agenda-se a sessão e emite a carta convite para convidar a outra parte. Neste caso, a outra parte não é obrigada a comparecer, a disposição para conciliação e mediação é voluntária.

Portanto, se uma das partes não comparece na sessão, a reclamação é arquivada. Se ambas as partes comparecem, realiza-se a sessão e se as partes firmarem acordo, este é encaminhado para homologação judicial, sendo que com essa homologação o acordo terá eficácia de título executivo, ou seja, poderá ser executado perante o Judiciário diretamente, em caso de descumprimento.

Vale mencionar ainda que atualmente é oferecido pelo conselho nacional de justiça um sistema digital de conciliação, que pode ser acessado aqui .

Há também outras plataformas eletrônicas privadas que oferecem serviços de mediação e conciliação de conflitos a preços acessíveis.

É importante esclarecer que para participar de um procedimento de conciliação ou de mediação, não há obrigatoriedade de representação por advogado. Porém é altamente recomendável que antes de conciliar ou mediar, a parte faça ao menos uma consulta a um advogado de sua confiança, para entender com clareza quais os direitos, possibilidades e riscos envolvidos no conflito e nas possíveis formas de resolução.

Minha recomendação é: quando estiver no meio de um conflito, converse com um advogado sobre as múltiplas possibilidades de resolução do seu caso em específico e avalie o que melhor irá atender a sua condição financeira e a seus objetivos.

Em resumo, a instauração de um processo para definição de direitos e deveres ao caso concreto não é a única forma de resolução de conflitos e, muitas vezes, não é a forma mais adequada para resolver o seu problema, seja porque tem um custo alto, ou porque demora muito, ou porque não resolve efetivamente o problema entre as partes, mantendo a situação de conflito e insatisfação de todos os envolvidos.

Por isso, a familiarização com o sistema multiportas de solução de conflitos é um importante passo para a compreensão das múltiplas possibilidades de se lidar com uma disputa de qualquer tipo, ampliando as possibilidades de acesso à justiça para todos.


Notas:

[1] Saiba mais sobre cada método: http://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/conciliacao-e-mediacao-portal-da-conciliacao

http://www.amcham.com.br/centro-de-arbitragem-e-mediacao/arbitragem/sobre-arbitragem

[2] Em São Paulo, uma boa referência são os conciliadores e câmaras reconhecidos pelo Tribunal de Justiça, que podem ser consultados aqui: http://www.tjsp.jus.br/Conciliacao/Nucleo/CamarasPrivadas

[3] Em São Paulo, mais informações e endereços dos CEJUSCs podem ser consultadas aqui: http://www.tjsp.jus.br/Conciliacao. Em outros estados, consulte o Tribunal de Justiça local.

[4] O CEJUSC deveria indicar a mediação ou a conciliação conforme a necessidade do caso, mas atualmente muitos CEJUSC ainda não possuem um núcleo de mediação que ofereça esse serviço de forma adequada, sendo muitas vezes oferecida apenas a conciliação. Porém, a expectativa é que esse cenário seja solucionado, passando a ser oferecida a mediação em toda sua complexidade pelo Poder Judiciário, para os conflitos que demandam essa intervenção qualificada.


Ainda tem dúvidas sobre esse assunto? A Tatiana é Consultora da Feminaria e oferece atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

Tatiana Dias

Graduada em Direito (PUC-SP) e pós-graduada em Direito e processo do trabalho (PUC-SP) e formação em Mediação (ESA SP), Negociação sindical (FGV SP) e Coaching Ontológico (Instituto Appana SP). Com experiência de 10 anos nas diversas áreas do Direito, atualmente atua especialmente com Direito trabalhista, cível e contratual. Estuda relações de trabalho, contratos, soluções alternativas de conflitos, filosofia, gênero, empreendedorismo e desenvolvimento humano. 

Saiba de uma vez por todas como empreender e ainda continuar no seu emprego

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Empreender e ainda continuar trabalho não é um impeditivo, minha amiga. A bem da verdade, se você usar sua sagacidade vai conseguir tirar proveito dessa situação e ganhar com isso.

A decisão de empreender não escolhe data, por isso, muitas vezes pode acontecer de conseguirmos a coragem para tal justamente quando estamos ali dentro do formato clássico: trabalhando formalmente. Empreender requer sacrifícios, é um caminho bastante longo, vai exigir de você decisões difíceis. Ao mesmo tempo, você precisará continuar dando conta das suas tarefas dentro do ambiente corporativo.

Continuar na estabilidade do seu trabalho no ambiente corporativo, com os benefícios que ele traz, enquanto lida com o desenvolvimento do seu negócio, é algo tentador. Você só precisará estar atenta para não prejudicar nenhum dos dois universos.

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Algumas dicas de quem já esteve ai poderão te ajudar a definir a estratégia da transição:

1 – Não misture as coisas: vai ser uma das partes mais difíceis. Você precisará estar focada no seu trabalho diário e deixar pra investir tempo no seu empreendimento enquanto estiver em casa, se você misturar os e-mails, telefonemas e negociações correrá o risco de pecar em ambas as tarefa. Uma vez em casa cuidando do seu empreendimento, os negócios da empresa não podem tomar seu tempo;

2 – Planeje: faça um plano de negócios para o desenvolvimento do seu produto e considere suas horas de trabalho no corporativo (dessa forma não ficará tentada a misturar as coisas), eduque-se para fazer o que tem que ser feito durante todo o seu tempo livre (sabemos que não é fácil, mas é seu projeto de vida, certo?);

3 – Utilize a tecnologia: ela será sua aliada desde o inicio. Processos que puderem ser automatizados te darão um respiro enquanto mantém sua “vida dupla,” plataformas e aplicativos podem fazer seu papel durante do período em que você se dedica a empresa;

4 – Fique atenta ao seu orçamento: uma vez estabelecido o limite de permanência dentro do corporativo,  você precisará se programar para não ter um salário mensal. Portanto, esteja ciente de que seu poder financeiro vai mudar consideravelmente, os passos iniciais do seu negócio serão vagarosos e você deve saber que seu padrão de vida poderá mudar por um período. Se você se programar para isso, com certeza será uma transição mais tranquila;

5 – Não esqueça de onde está: dentro do ambiente corporativo você está por dentro de tudo o que esta acontecendo no mercado. Por isso, utilize este ponto a seu favor e ao pensar em sair da empresa, não se esqueça de quem você foi ali e leve toda essa experiência pra sua realidade empreendedora. Contatos sempre serão contatos, conhecimento aprendido é investimento;

6 – Envolva-se na nova realidade: respeite o tempo de maturação do seu próprio negócio, faça contatos e parcerias, participe de ambientes que proporcionem trocas de experiência e networking com pessoas da área em que você pretende empreender;

7 – Uma vez em voo solo: agora dedicada 100% ao seu empreendimento, invista seu tempo em estabelecer parcerias, faça visitas, troque o home office por espaços de trabalho compartilhado que são de baixo custo e podem te dar a estrutura inicial pra receber seus clientes – além de serem uma bela fonte de troca e inspiração.

Esta passando por essa transição? A Feminaria oferece todo suporte tanto em consultoria quanto espaço físico para você estar em segurança  desenvolvendo sua nova trajetória. Seja uma associada!


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Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


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Ao vivo é bem melhor

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Você consegue se lembrar da época em que mantinha um caderninho com nome e telefone dos seus contatos e a única maneira de trocar ideias com essas pessoas era marcando um cafezinho ou almoço pra falar de negócios? Eu me lembro bem e não consegui perder esse hábito, se é que posso chamar de hábito – acredito que seja bem mais parte da minha identidade.

two young beautiful women chatting in a coffee shop.

Que a internê é maravilhosa, ninguém duvida, mas estamos de fato fazendo com que ela trabalhe a nosso favor ou estamos nos escondendo atrás dessa “confortável” desculpa pra não levar as relações para patamares reais?

Acontece que hoje temos a facilidade da internet pra quase tudo. Digo quase tudo porque imagina só se as empresas decidissem levar seus processos seletivos de forma totalmente virtual, com base em dados colhidos da internet sem aquele olho no olho? Já pensou se fossem consideradas apenas as fotos colocadas nos seus perfis e suas informações profissionais sem sentir de fato o seu “approach”?

Pois bem, considere isso quando pensar em parcerias pra sua vida e seu negócio. São inúmeras as chances, nas redes sociais , de conhecer pessoas que podem ser parcerias interessantes, é incentivada a permanência em grupos virtuais de discussão e o fomento ao desenvolvimento de parcerias e redes. Porém, nada disso deveria ser considerado como o seu meio oficial de criar “vínculos.”

Sabemos que na vida empreendedora o tempo é caro e raras são as chances de poder ter tranquilidade pra programar aquela saída pra participar de um evento de networking. No entanto, disso depende também o crescimento do seu negócio e da sua marca. Não tem jeito: a máxima “quem não é visto não é lembrado” ainda é bastante atual.

Successful Businesswoman and Team

Faça uma busca dos eventos relevantes que têm acontecido na sua cidade e programa-se pra participar deles, convide essas parcerias virtuais que você construiu para que estejam lá também. Leve seus cartões de visita e não se engane: palestras, workshops e seus intervalos têm muito a oferecer em retorno. Tenha uma rotina voltada à participação em eventos presenciais.

Networking é marketing pessoal, você ali sendo a sua marca, pensa só que mágica? Você terá a oportunidade de falar sobre o que faz com a propriedade que só você e sua voz têm. Além disso, o networking não é uma caçada desenfreada, ele é a tradução do ambiente que você cria à sua volta, então não tenha receio em abordar aquela pessoa que você conhece virtualmente e falar sobre sua admiração e apresentar seu negócio. As pessoas estão todas ali justamente pra isso, acredite, todos estarão esperando por isso.

Tem vergonha? Não tem um “pitch“? Não tem noção de por onde começar? Vem pra Feminaria! Fazemos questão de existir fisicamente num ambiente acolhedor pra que você possa vivenciar e se experimentar nessa e em tantas outras situações.

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Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


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Vendas nas redes sociais: você está realmente fazendo negócios?

– por Ana Carolina Moreira Bavon

Busy female student preparing for exam in cafe

Num grupo de internet qualquer:

Postem aqui suas marcas, estou procurando um presente.

– 458 comentários

Ofereço terapia com florais na região de Santana por R$ 100 a hora

Nossa, que caro!

– Faço por R$ 70

– 587 comentários

Minha amiga, você conhece essas situações? Se você está lendo esse texto, as chances de ter se identificado com uma, outra – ou até ambas: é de 80%. Sim, porque fazemos negócios na internet, mas será que fazemos mesmo?

A única maneira de mensurar se a sua permanência em grupos de internet está gerando um resultado positivo é se fazendo algumas perguntas e sendo MUITO honesta consigo mesma. Vou te dar algumas dicas de perguntas:

1 – Quanto tempo do meu dia eu gasto fazendo a “manutenção” desses grupos?

Lembrando sempre que sua hora vale dinheiro – portanto, o tempo em horas que você passa ali precisa ter retorno.

2 – Quantas vezes mudei meu preço em razão dos valores que eu vi em produtos similares?

Sinal vermelho aqui! É importante saber a realidade do mercado, mas antes disso é preciso saber se esse é de fato o seu mercado.

3 – Quantas vezes entrei em disputa por melhor preço?

Na ânsia de conquistar clientes, é possível que em algum momento você tenha feito isso. É muito comum acontecer quando estamos começando, mas pensa aqui comigo: será que colocar seu produto como opção mais barata vai ter efeito positivo a longo prazo?

4 – Quantas clientes você conseguiu fidelizar a partir das suas vendas nesses grupos?

Aqui o saldo deve ser muito positivo. Caso contrário, vai denunciar algo de errado, que pode ser: algum aspecto da maneira como você vende, o ambiente que você frequenta pode não ser o do seu publico, entre outras possibilidades que precisam ser analisadas com carinho.

5 – Qual o meu objetivo nesses grupos?

Vender! Você vai me responder de bate pronto. Mas esse é o objetivo primeiro e não deve ser o mediador das suas atitudes pra com sua marca. Construir um negócio implica muito mais coisas do que a venda em si. Você precisa saber: aonde quer chegar, como quer chegar, o que quer que as pessoas enxerguem em você, qual o perfil dos clientes que você quer manter? Se em pelo menos 3 respostas não remeterem à realidade dos grupos de vendas da internet (Facebook), você está perdendo seu precioso tempo.

Young office woman looking at smartphone screen

Após ler esse artigo, sente-se na sua companhia e responda a essas perguntas sobre os clientes que você gostaria de ter e fidelizar:

a) Quem ele é? Qual é seu perfil comportamental e social?

b) O que ele quer? Seu produto ou serviço atende a necessidade desse cliente em potencial?

c) Como vender pra esse cliente? Qual o canal adequado? Onde ele está?

d) Quando meu cliente em potencial precisará do meu produto ou serviço?

Voilá! Você tem um ponto de partida pra definir sua estadia em grupos. Investigue, esteja atenta, não relaxe e nem se sinta confortável demais em vendas por esses meios. O mundo é infinitamente maior do que ele parece na internet e digo isso porque você precisa saber que se limitar não é um opção.

Aqui na Feminaria, podemos te ajudar nessas e outras escolhas. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


* Imagens: Freepik

“Mas está caro, não dá para dar um desconto?”

– por Ana Carolina Moreira Bavon

É minha amiga, parafraseando um diálogo do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, te digo: são tempos difíceis para os negociadores.

Essa pergunta assombra 10 entre 10 pessoas que vendem produtos ou serviços. O pulo do gato pra responder a essa questão está nas suas entrelinhas, que dizem muito sobre o cliente que está perguntando e sobre a relação que você quer manter com seu publico e com seu negócio.

Vivemos num sistema capitalista de consumo (e não fui eu que inventei). Por essa razão, ainda crescemos os olhos (mais por reflexo do que por reflexão) ao preço que as coisas tem, desconsiderando assim o valor real do produto ou serviço. Essa realidade precisamos ter em mente o tempo inteiro, de forma que possamos ser claras na avaliação da resposta a quem faz essa pergunta.  Aqui vão algumas dicas sobre como lidar com o “achei caro”.

Woman Buying Clothes --- Image by © Tim Pannell/Corbis

1 –  Quem é o cliente?

É importante distinguir um cliente que busca por preço e o cliente que busca qualidade. A resposta pra essa pergunta vai definir se você deve ou não dar o desconto (pra isso, defina uma margem de preço mínimo pro seu produto ser lucrativo e negocie até esse limite e nunca, jamais, em hipótese alguma ultrapasse). Se o cliente busca apenas preço, será difícil convencê-lo com a informação sobre o porquê seu produto custa o valor que tem, portanto, esteja pronta pra abrir mão do leilão de preços – se você quer conduzir seu produto/negócio num outro conceito de relação comercial, você precisa saber que está numa outra batalha.

2 – Mostrou por que seu produto custa esse preço?

Você pode e deve dizer com propriedade que o valor ali exposto traduz a qualidade do que você negocia, falando sobre os diferenciais que você oferece. Se o seu produto é mais caro que o concorrente, você vai precisar lembrar ao cliente de que ele vai receber pelo que está pagando.

3 – O cliente sabe o que está pedindo?

Isso é comum no setor de  serviços. Muitas vezes o cliente pode pedir X e querer Y, por isso a diferença de preço não teria sido considerada por ele. É o típico caso de um cliente que pede um logotipo mas precisa de um branding; você precisa passar tempo entendendo as necessidades para  traduzir  isso pro orçamento de maneira clara. Se, ainda assim, não conseguir demonstrar ao cliente, busque novas opções mais em conta e ofereça soluções.

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4 – Você está oferecendo exatamente o solicitado?

Busque compreender se o que o cliente precisa é o que você está oferecendo. É importante considerar que pode ser que o cliente não precise de tudo o que você orçou, então procure entender as possibilidades do cliente para oferecer o melhor custo benefício, alinhando suas expectativas à realidade daquela negociação especificamente.

5 – Você sabe dizer não?

Se você passou por todos os 3 passos citados acima e ainda assim o cliente não esta satisfeito com o valor, se você chegou no seu limite e não tem mais opções: diga não. A primeira pessoa a valorizar seu trabalho é você, o não, nesse caso, é respeito e autoconfiança, saiba que não se arrependerá no futuro.

Nunca se esqueça de que você é a única responsável pelo seu negócio, e que você vai conduzi-lo da maneira como quer que o mundo se relacione com ele. Se você valoriza as relações duradouras, é claro que saberá quando e por que baixar o preço,  saberá que muitas vezes o descontinho se reverte em fidelização, da mesma forma que a negação do descontinho pode ser a saída pra não entrar na batalha por barganha.

Precisa de ajuda pra aprender a ser mais assertiva na negociação? Vem pra Rede Feminaria que temos consultoras especialistas em te preparar pra hora H. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Competências Socioemocionais nas Organizações

– por Ludmila Ramos Carvalho e Roberta Andrea de Oliveira

Você já ouviu falar em trabalho em rede ou articulação de rede?

Você sabia que o desenvolvimento das competências socioemocionais pode ajudá-lo na articulação de rede, e, portanto, no trabalho com projetos dentro das empresas?

Pensar em processos descentralizados e multidisciplinares favorece a criatividade e a inovação e enriquece os resultados. Não à toa observamos a tendência atual das organizações trabalharem por projetos e não mais por metas, ou por cumprimento de carga horária.

Vale lembrar que todo processo de mudança, para um trabalho menos centralizador, acarreta uma reflexão sobre o que se está fazendo neste momento e, assim, alguns desequilíbrios e retornos serão inevitáveis. É preciso relevar que este processo de autoconsciência abrirá caminhos para um universo de possibilidades bastante amplo. É aí que se encontram a CRIATIVIDADE e a INOVAÇÃO, tão almejadas pelas organizações hoje em dia.

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Toda empresa é composta por pessoas que se relacionam entre si, bem como as que prestam algum tipo de serviço ou ofertam um produto, relacionando-se, portanto, com mais outras pessoas. Assim, os processos de formação que, para além do fluxo de trabalho, buscam focar na resolução de problemas complexos, nas soluções inovadoras e na criatividade, necessitam considerar o desenvolvimento de Competências Socioemocionais que, por sua vez, impactam a qualidade das relações e, por consequência, a qualidade dos processos.

O desenvolvimento das competências socioemocionais se dá pelo investimento em 3 matrizes:

  • Autoconhecimento
  • Empatia
  • Rede

As três matrizes, desde que bem desenvolvidas, podem garantir relações tão potentes que impactarão todos os processos de uma empresa e, consequentemente, seus resultados. A matriz que chamamos de rede vem a ser um diferencial nessa abordagem de desenvolvimento, pois, como terceira e última instância, ela só poderá ser desenvolvida após serem trabalhadas as anteriores.

Mas, afinal de contas, o que é o trabalho em rede?

Trabalhar em rede significa comunicação eficiente, assertiva. Trabalhar em rede significa trabalhar com pessoas diferentes, de setores diferentes, de diversas formações, mas com um único objetivo, com um projeto em comum.

Internamente, o trabalho em rede pode significar para a empresa a descentralização de tomada de decisões e a flexibilização dos processos gerenciais, que favorecem a participação ativa.

Externamente, trabalhar em rede significa preocupar-se com o impacto social da empresa, entender a organização como parte de um todo, relacionando-se com o meio em que está inserida e promovendo ações que beneficiem a comunidade e o meio ambiente.


Gostou deste artigo? A Ludmila e a Roberta, do Instituto Espaço Oliveiras, são Consultoras da Feminaria e prestam atendimento às nossas associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br.


Ludmila Ramos Carvalho

Educadora e Colaboradora do IEO. Psicóloga e Mestra em Saúde Pública. Dedicada ao tema Competências Socioemocionais. Lattes: http://lattes.cnpq.br/9791458953423335

 

Roberta Andrea de Oliveira

Educadora e Colaboradora do IEO. Psicóloga, Psicanalista, Mestra em Saúde Pública e Doutorando em Psicologia Social. Dedicada ao tema Competências Socioemocionais. Lattes: http://lattes.cnpq.br/1952365590919967


Imagem: Freepik

Further report. Criminal case found near railroad CCA-500_Sample-Questions between 38th and 11th Street. Homicide. Completed. Criminal police, forensics, ambulance and emergency medical Finished. Received, 5885. Caught the suspect 0B0-400_Testing yet Finished. 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure No suspects found. 0B0-400_Testing 5885, finished. Shakes looked 0B0-400_Testing at the finger, that root was cut off the bones exposed bones finger. She 0B0-400_Testing looked at the glittering diamond ring, those eyes, E20-016_Exam-Dump and that twisted mouth Europe, that horrible mouth. Thriller spread throughout her body. Emilia Shakes swimming in the water snake river during the summer camp, and 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure absolutely did not hesitate to 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF jumped from the 100-foot bridge, but as long as she thought of a hush think of Was tied into a ball, could not move, immediately fell into the feeling of panic like an electric shock. Because of this, 0B0-400_Testing Shakes walked so fast and was so crazy when 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure driving. As long as you move, they can not catch you She heard a voice and quickly looked up. A rumbling sound came 0B0-400_Testing from far and louder and louder. Few 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF pieces of shredded paper are raised by the wind and fly along the rails. Dust circling around her, like an angry ghost. Then there was a deep whine Emiliano Shakespear, a five-foot-nine patrolman, found himself CCA-500_Sample-Questions facing the locomotive of a 31-ton American-American company. The red, white, blue-faced steel behemoth is approaching her at ten miles an hour. Stop Stop She shouted. The train driver ignored her. Shakes ran to the railway, standing in the middle 0B0-400_Testing of the rails, swinging his legs CCA-500_Sample-Questions waving his arm, signaling the driver to E20-016_Exam-Dump stop CCA-500_Sample-Questions moving forward. With a long and harsh brakes, the locomotive stopped. Driver head out of the window. You can not open here, she said to him. He asked her what 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF it meant. 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF She thought, he looked so young, actually CCA-500_Sample-Questions driving such a large locomotive. Here is 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure a crime scene, please turn off the engine. Miss, I did not see any crime. But Shakes did not have time to listen to him long-winded. She was looking up at a gap in the barbed wire fence to the west of the viaduct. Not far from above is Eleven 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure Street. One way of trying to bring a victim here is to find that there is a way to 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF stop the car at Eleven Street and 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure drag the victim 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure across the narrow path to 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure the edge of CCA-500_Sample-Questions the cliff. If you park your car on the 37th Street in the horizontal direction, he may be seen by people in 0B0-400_Testing the 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure windows of 20 apartments. The train, sir, just stop it 0B0-400_Testing here. I can 0B0-400_Testing not park the train here. Turn off the engine. In this case we can not turn off the 0B0-400_Testing train engine and 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF it must be running. You call the dispatch or someone 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure else to stop the train to Nankai. We can not do 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure that. Get it right, sir, Ive noticed the number of your car The car Youd better do it right away Shakes roared. What do you want, Miss, give me a ticket But Emilio Shakus climbed back up the steep hill again. Her poor knuckles crunched, her lips covered in lime, dirt, and her own sweat. She drilled through the gap she had found on the tracks 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure and turned around to study the Javets Convention Center across 11th Avenue and across the street. E20-016_Exam-Dump The convention 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure center is full of people today CCA-500_Sample-Questions - there are 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF participants and journalists. A huge banner reads Welcome United Nations Representative. Earlier in the morning, however, there was still no one on the street, and the murderer could easily find a parking space in the street, before the people unwittingly moved the victim to the tracks. Shakespeare strode to Eleventh 0B0-400_Testing Street and observed the six-lane main road, which is now full CCA-500_Sample-Questions of traffic. Let it E20-016_Exam-Dump go She burst into the car sea, calmly cut off traffic on the north lane. Several drivers tried hard to force her to issue two tickets in a 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure row. In the end, they dragged a few rubbish bins to the center of E20-016_Exam-Dump the road as roadblocks to ensure 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF that these CCA-500_Sample-Questions good citizens abided by the rules. He hurriedly E20-016_Exam-Dump recorded his conversation in a black book with a sweaty pen. Oh, just do it. Now, CCA-500_Sample-Questions go to those trash cans, stay there and direct the traffic until E20-016_Exam-Dump E20-016_Exam-Dump the entire street is clear. Did you hear that She turned and left without saying anything CCA-500_Sample-Questions good or not, A street, began to slowly move a few trash cans. Every driver who passed by her glared at CCA-500_Sample-Questions her, and some mumbled in her mouth. Shakes glanced at the watch. Another hour I can hold on. 3 The peregrine falcon gently waving a few wings, landing in the edge of the windowsill. Outside the window, noon the sun bright and dazzling, the weather seems to be extremely hot. Finally, the man murmured, turning his head to the buzzing doorbell and looking at CCA-500_Sample-Questions the door to the downstairs. Is he He shouted at the staircase, is it Lincoln Lyme 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure turned his head to the window again without hearing any answer. The peregrine falcons head turned a little and moved E20-016_Exam-Dump very fast, just like a spasm, immediately returning to the original elegant gesture of keeping. Lyme noticed the blood stained its paw, and a piece of yellowish flesh was pulled by its small, black, nut shell-like beak. E20-016_Exam-Dump It stretches short neck, move slowly to the nest, the action is reminiscent of not a bird, but a snake. The peregrine Falcon dropped the meat into the 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure small mouth of a blue-winged bird. What I now see is the only creature in New York City without any 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF natural enemies, Lyme thought. Maybe God except God. He heard footsteps, and someone was walking up the stairs. Is E20-016_Exam-Dump he He asked Thomas. The young man answered, No. Who is that The 0B0-400_Testing doorbell 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF rang, is not it Thomass 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF eyes CCA-500_Sample-Questions looked at the window. The bird is back.Look, 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF theres blood on your CCA-500_Sample-Questions windowsill.Do you see them The female peregrine faltered slowly into Lymes gaze. A blue-gray feather, gorgeous like fish. It is looking up, looking back and E20-016_Exam-Dump 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF forth toward the sky. They are always together, will they be with them for life Exclaimed Thomas. Like a geese Lymes eyes returned to Thomas. The latter was bowing his strong, young waist forward, looking through the window, which was splashed with rain. Who is here Lyme asked again. He was annoyed by the deliberate delay of young 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF people. CCA-500_Sample-Questions Visitors. Visitors Ha Lyme snorted. He tried to recall when the last guest visit was. That is at least three months ago. Who was the guest last visited Maybe those reporters, or a distant relatives. Thats right, its Peter E20-016_Exam-Dump Chter, a spine neurologist in Lyme. Blaine E20-016_Exam-Dump has been here several times, but she certainly can not be a 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF visitor. Its so cold here, complains 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF Tommy, reaching out to open the window at the same time. Young typical performance. Lyme thought. Do not open the window, he ordered, well, tell me whos coming Its cold. Youre going to scare the bird.You can turn off the air conditioner.Ill be closed. 0B0-400_Testing Lets open again, said Tangmajas forcefully to lift 0B0-400_Testing the thick wooden frame of the window. The two birds got accustomed 0B0-400_Testing to playing since they moved in. Hearing the noise, the two peregrine falcons turned their heads and widened their eyes to the source of the E20-016_Exam-Dump noise. But they were just E20-016_Exam-Dump wide-eyed, still on the edge of the bay windows, overlooking monarchs overlooking the collapsed ginkgo trees in their territory and the car parked on both sides of the street. Lyme asked again Whos coming Leon Salet. Leon What did he do Thomas looked back and forth at the room.