Em busca de sentido, e não de felicidade

por Mariana Zambon Braga

Muitas pessoas têm uma ideia errada do que significa a verdadeira felicidade. Ela não é atingida através da auto-gratificação, mas através da fidelidade a um propósito valioso.” — Helen Keller

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Imagem: Amanda Cass

Se alguém perguntar a você, hoje, O que você mais deseja nesta vida?, talvez você responda dinheiro, sucesso, saúde, crescimento, amor, liberdade. Há grandes chances de que sua resposta seja: Tudo o que eu quero é ser feliz

Mas, o que é ser feliz? É uma coisa muito vaga, não é mesmo? Cada um tem o seu conceito de felicidade, e ele pode mudar ao longo do tempo. Frequentemente, confundimos essa noção com a alegria e o contentamento produzidos pelo atingimento de um objetivo pessoal ou profissional.

Por exemplo: você passa dez anos lutando por um aumento em seu salário. Finalmente, você recebe a tão sonhada promoção, e o seu holerite sorri para você. A sensação de felicidade certamente será passageira se, ao final de mais dez anos, seu salário continuar o mesmo e o seu plano de carreira ficar estagnado. Porque, nesse caso, o objetivo, o significado, a busca se resumia a uma quantia maior de dinheiro, ao reconhecimento financeiro ou a um cargo mais elevado.

Colocar a nossa felicidade apenas em função dos objetivos a serem alcançados pode nos frustrar ainda mais. Sempre teremos novas metas e conquistas em mente e às vezes é difícil conseguir atingir o que almejamos. Ou seja: corremos o risco de nunca colocar as mãos na tão sonhada felicidade.

Muitas vezes, nos pegamos dizendo ou pensando em coisas como:

Quando eu emagrecer dez quilos, serei feliz.

Quando eu tiver o meu próprio negócio, serei feliz.

Quando eu casar, serei feliz.

Quando eu tiver um filho, serei feliz.

Quando (insira aqui qualquer coisa), serei feliz.

Isto é bem triste. Adiar a felicidade ou fazê-la orbitar em torno de algo que nem sempre depende somente do nosso esforço pode ser muito frustrante. E igualmente inatingível, pois as nossas listas podem ser imensas e cheias de metas que nunca serão totalmente alcançadas, metas que não foram estabelecidas por nós, mas as quais acreditamos serem o caminho certo para encontrar “a tal da Dona Felicidade“.

Em uma de suas pesquisas, a psicóloga Iris Mauss descobriu um paradoxo. As pessoas que davam mais valor à felicidade acabavam se sentindo menos felizes quando estavam prestes a alcançá-la. Segundo o estudo, quem atribui muito valor à felicidade acaba definindo metas difíceis de atingir, e pode não saber muito bem como lidar com as decepções no caminho.

Tomando os exemplos da pequena lista acima, se a pessoa que se propõe a emagrecer dez quilos conseguir eliminar apenas seis, provavelmente continuará infeliz. Se não encontrar um(a) companheiro(a) para a vida, também. Se não conseguir deixar o emprego e montar seu próprio negócio, continuará no ciclo da infelicidade. E se o sonho de ter um filho demorar mais que o esperado, a felicidade também precisa ficar em standby? Imagina quanta coisa boa pode passar batida nesse meio tempo.

Todos estes cenários têm uma coisa em comum: quem espera a felicidade chegar junto com uma conquista, está se concentrando apenas no objetivo, e se esquecendo da trajetória. A busca pelo sentido, e não pela felicidade, é o que torna a vida melhor. E esta consiste em saber exatamente quem você é, o que você deseja, e o motivo de tudo isso. Ao seguir aquilo que faz a sua vida ter sentido, as frustrações, os fracassos e derrotas terão um peso muito menor.

Quando buscamos o nosso propósito, a felicidade consiste na jornada, em si, e não apenas nas realizações. O POR QUE você faz ou quer algo é tão importante quanto o QUE você está buscando, fazendo ou desejando. O objetivo maior da sua vida tem a ver com o que você veio fazer aqui no mundo, e não com o que esperam de você ou apenas com algo tangível que você venha a conquistar.

Mesmo porque tudo nessa vida é transitório – corpo, beleza, dinheiro, empregos, status, bens materiais… Mas o propósito, ele se mantém firme, porque é ele que nos traz a satisfação plena. 

Encontrar o sentido da sua vida, a sua missão verdadeira, fazer algo que realmente importa para você – esses são bons pontos de partida. Certamente, será mais fácil lidar com frustrações quando o propósito é o próprio caminho. Porque, nessa trajetória de autodescoberta, talvez você perceba que nem queria tanto assim uma promoção ou um casamento – talvez, no fundo, você só estava buscando se sentir realizada, e estava seguindo os parâmetros definidos por todo o resto do mundo.

Que tal refletir sobre tudo isso ao fazer os seus planos para 2017?

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

Como entrar em 2017 com fé a despeito de toda a patifaria

– por Elaina Nunes

Pois é, caríssimas, mais um ano chegando ao fim! E, ainda que 2015 tenha sido aquela farofa, há tempos não vemos um ano terminar com um gosto tão amargo. O mundo está ao contrário e, diferente da música de Nando Reis, está todo mundo ciente do fato e a sensação decorrente dessa clareza não é nada animadora.

Era para todo mundo estar abraçado e planejando juntos uma forma de vencer os desafios, certo? No mundo utópico de Imagine do libriano John Lennon, só se for. O que vemos são cada vez mais pessoas apontando o dedo para o outro, projetando suas mazelas no vizinho, na Dilma, no Temer. As polaridades estão destacadíssimas e internamente a coisa não poderia ser diferente. Para onde nos levará toda essa falta de autoconsciência? Para 2017, of course! E foi diante desse cenário que decidi escrever o manual: COMO ENTRAR EM 2017 COM FÉ A DESPEITO DE TODA  PATIFARIA EM CINCO LIÇÕES.  Vem comigo!  

2017

1. Olhe para dentro

Eis o mais difícil dos passos e exatamente por isso já o adicionei no tópico 1, comecemos pela raiz. Se você é uma pessoa que por natureza busca o auto aprimoramento, seja através de terapia, livros, cursos ou de técnicas, excelente! Mergulhe, mergulhe fundo. Aproveite o final de ano para repassar os avanços, ainda que tenham sido sutis. Os erros? Ah! se você é voltada para dentro, aposto que já os revirou de cabo a rabo ao longo do ano, portanto não, não se torture mais, deixa isso para lá e foque nas vitórias.  E vambora, saia desse quarto, vá brincar!

Se você é uma pessoa que, por tendência, evita tudo o que é subjetivo e tem dificuldade de entrar em contato com seus sentimentos, te digo de coração que é hora de quebrar essa barreira e fazer algo a respeito. Se quem busca autoconhecimento cai nas ciladas do inconsciente, imagine quem passa longe! Vivendo dessa forma, há o risco de seguir cega, agindo sem saber, reclamando sem compreender, projetando a sombra no próximo. 

Lembrando que o objetivo é a integração dos opostos, nem tanto ao céu, nem tanto a terra. Caminho do meio, mãozinhas dadas, reconhecimento e aceitação.

2. Quando não se tem nada, não há nada a perder

A máxima de Bob Dylan sempre funcionou para mim como um norte em momentos de crise, e agora mais do que nunca. Está desempregado, já panfletou CV e nada de retorno? Quem sabe não é hora de mostrar ao mundo aquele dom que ficou adormecido, quando seus pais te incentivaram a cursar TI por ser o que “dá dinheiro”. Tá todo desgrenhado no fundo do poço mas bateu um medinho de arriscar? Larga disso e aproveita a brecha para fazer o que sempre quis, mas nunca teve oportunidade por estar ocupado demais tentando vencer na vida. Em 2017, se dará bem aquele que abusar da criatividade, que ativar o contato com o Eu interior, que finalmente viver sua verdadeira vontade. Que ousar ser você mesmo! 

3. Organize-se, planeja, estabeleça metas

Parece clichê de coach, é irritante, eu sei. Mas também sei por experiência o poder de um projeto estruturado e bem estabelecido. Não adianta ficar se lamentando, culpando o partido oposto pelo caos que sua vida se encontra. É preciso criar coragem e arrumar a bagunça que 2016 deixou.

Agora imagine uma figura de luz: pois bem, não espere ficar iluminado, utilize essa figura de luz para iluminar o caderno onde você vai anotar e cumprir cada proposta definida para 2017. Tem uma dificuldade enorme em estabelecer metas e executar o que planejou? Hoje há uma gama de ferramentas fantásticas e bastante didáticas que certamente a auxiliarão nesse processo. Eu mesma estou de olho no kit Organize 2017 desenvolvido pelas empreendedoras Karine Drummond e Priscila Valentino. (espero que em agradecimento pelo jabá gratuito elas me enviem uma amostra… tá bom, parei!)

Alá, que tesouro! (meu stellium em virgem pira)

4. “Mas, dona Ava, eu não sei por onde começar e não tenho dinheiro para nada”

Vocês viram quão cruel foi 2016 com aqueles que apelaram para vitimização e procrastinação, certo? Não corra esse risco!  Há uma diversidade de locais que oferecem auxílio gratuito e orientação para aqueles que não sabem o que tá conteseno. A Casa Feminaria, por exemplo, oferece plantões com psicóloga, advogada, nutricionista, educadora, além de cursos por um preço bastante acessível de tudo que você pode imaginar. É só ir lá para ver.

Quem não está em São Paulo, certamente encontrará locais similares em sua cidade. Mantenha-se aberta, pesquise, estude online, vá checar pessoalmente. A partir do momento que nos colocamos em movimento, a mágica da vida acontece: as coisas fluem, as pessoas surgem e aos poucos tudo se encaixa. É preciso somente iniciar, entrar no fluxo e não desanimar diante de obstáculos que (por padrão) eventualmente venham a surgir, esses fazem parte do processo. Mais uma vez, Campbell: siga a sua alegria, e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes.

5. Renove sua fé (ainda que você seja ateia)

Eis um excelente momento para retomar a prática da meditação, tomar um passe, visitar o terreiro que há tempos você não aparece, acender uma velinha para o anjo da guarda.  Se você é ateia, eis a hora de reafirmar seus valores e agir de acordo com eles. Mantendo-nos conectados com aquilo que nos ilumina, a vida sorri e te ilumina em retorno.

Portanto, avante, guerreira! Vista sua melhor roupa e vire o ano cheia de alegria, e com o coração confiante que a despeito de toda balbúrdia a vida é bonita, é bonita e é bonita! PODE VIR 2017, que a gente tá preparada!

Elaina Nunes

Oraculista há 20 anos, realiza leitura do Tarô e baralho Petit Lenormand com abordagem terapêutica. Estuda e investiga Astrologia e Simbologia, iniciando sua formação na Escola Santista de Astrologia e CEAP – Centro de Estudos de Astrologia Psicológica. É mãe da Stella e apaixonada por Carl Jung. Em breve realizará atendimentos presenciais na Casa Feminaria.

Precisamos falar sobre o HIV

– por Mariana Zambon Braga

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Desde a emergência da AIDS, há 35 anos, a comunidade internacional pode olhar para trás com algum orgulho, mas ainda é preciso mirar adiante com determinação e comprometimento para alcançar nosso objetivo de acabar com a epidemia até 2030″.

Essa foi a declaração do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pedindo um renovado compromisso global para o combate à doença, assim como um espírito intransigente para colocar fim à epidemia.

Neste Dia Mundial de Luta contra a AIDS, precisamos falar sobre esta doença que afeta tantas pessoas. Embora estejamos em pleno século XXI, as doenças relacionadas à sexualidade ainda são um tabu. Não debatemos sexo de forma aberta, o que prejudica drasticamente ações de prevenção e combate à doença.

Eu me lembro, quando era adolescente, que existia toda uma mobilização da sociedade e do estado em promover a conscientização sobre o HIV – desde a distribuição de preservativos em postos de saúde a campanhas na televisão, folhetos, palestras, cartazes, filmes, livros. Talvez porque nos anos 1990 os números fossem mais alarmantes. Ou então por não haver uma esperança de um dia existir uma cura.

De qualquer maneira, não ter um diálogo aberto e extensivo acerca da AIDS dá até a impressão de que ela se tornou um problema secundário, e não tão grave quanto antes. Mas, não é bem assim – especialmente para a população mais pobre.

O levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população [em situação de vulnerabilidade] passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo)”. (Dados do portal aids.gov)

A faixa etária em que a AIDS é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 25 a 49 anos de idade, embora dos 13 aos 19 anos as mulheres sejam as mais afetadas pelo vírus.

Quanto à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade, prevalece a sexual. Nas mulheres, 86,8% dos casos registrados em 2012 decorreram de relações heterossexuais com pessoas infectadas pelo HIV. Entre os homens, 43,5% dos casos se deram por relações heterossexuais, 24,5% por relações homossexuais e 7,7% por bissexuais. O restante ocorreu por transmissão sanguínea e vertical”. (Dados do portal aids.gov)

Os avanços da ciência permitiram que muitos soropositivos hoje tenham mais qualidade de vida para conviver com essa doença. No entanto, segundo Richard Parke em seu artigo “O Fim da AIDS?“, publicado no site da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS:

De certa forma, é preciso reconhecer que esta promessa do fim iminente da epidemia também é uma ideologia. Pode ser bem intencionada, ao contrário do vírus ideológico do estigma e da discriminação, mas ainda assim é uma ideologia que está circulando na mídia e em vários discursos de uma forma muito perigosa – precisamente porque cria uma visão “dourada” de sucesso na luta contra a epidemia, mas que não tem nada a ver com a realidade da AIDS que as pessoas vivendo com o HIV vivenciam“.

Estas informações indicam que a gente precisa continuar tocando na tecla de que a AIDS mata. Conscientizar os jovens, principalmente as mulheres – a nunca, NUNCA abrirem mão do preservativo, empoderar as adolescentes para conhecerem sua sexualidade e as formas de se protegerem contra doenças. Cobrar dos governos mais soluções, como mutirões de testes, distribuição de camisinhas, projetos de conscientização. Iniciativas como esta precisam fazer parte da nossa vida novamente.

A AIDS mata, não tem cura e é uma doença gravíssima. A luta contra ela ainda é uma realidade. Ignorar que a doença existe ou simplesmente não falar sobre ela não a fará desaparecer. Por isso, converse com suas amigas, filhas, alunas, sobrinhas, mães, tias, avós. Espalhe informações. Use camisinha. Cuide-se!

Para saber tudo sobre prevenção, acesse http://www.aids.gov.br/pagina/previnase

Assista abaixo ao vídeo da ONU sobre o Dia Mundial de Combate à Aids.

#precisamosfalarsobrehiv.

 

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

Viajar é caro?

– por Lucilene Andrade

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Muitas pessoas dizem que não tem condições de viajar, o que pode ser verdade, mas também pode ser uma questão de prioridade.

Você não precisa ir pra uma ilha do Caribe ficar trancafiada num hotel All Inclusive pra fazer a viagem dos seus sonhos. Você não precisa ir pra Miami fazer compras. Você não precisa esquiar em Bariloche. Você não precisa ostentar em Paris. Você pode, mas não precisa!

Você não precisa esperar casar as férias, os gostos e os bolsos dos seus amigos ou familiares para viajar. Você pode desbravar o mundo sozinha. Pode ser assustador, mas é enriquecedor e divertidíssimo!

A viagem dos seus sonhos pode ser aqui ou numa cidade vizinha, compartilhando quarto num hostel, testando seu primeiro couchsurfing, descobrindo o que te agrada, conhecendo seus limites, aprendendo, se divertindo e conhecendo muitos lugares e pessoas que nem imagina existir.

Confira abaixo alguns sites que uso para pesquisar promoções de passagens, hospedagem e dicas de viagem.

Passagens aéreas:

Melhores destinos: é um site que relaciona as promoções de passagens aéreas, dá dicas de viagem e hospedagem. Eu também sigo a página deles no Facebook para acompanhar as promoções.

Skyscanner: esse é um site que te permite buscar passagens aéreas em vários sites ao mesmo tempo, como o bônus de incluir diversos destinos numa mesma pesquisa (você pode iniciar sua viagem numa cidade, passar por outra e terminar numa terceira, por exemplo).

Hospedagem:

Booking: nesse site, ou aplicativo de celular, você pode buscar quarto individual, familiar ou compartilhado em qualquer cidade do mundo. Dá para classificar por preço, avaliações de outros usuários ou distância do centro da cidade.

Couchsurfing: você pode se encontrar para um café/cerveja, um tour pela cidade ou se hospedar gratuitamente na casa de um local.  Aqui é importante sempre ler o perfil e todas as avaliações das pessoas que já se hospedaram com o proprietário, principalmente se você for mulher.  Eu tinha uma certa cisma, mas tive ótimas experiências nos EUA, Europa e Sudeste Asiático.

Airbnb: você pode alugar quarto ou uma casa inteira através desse site. Às vezes, pode ser mais interessante ou até mais barato que hotel ou pousadas (tudo depende da casa e do proprietário – alguns dão dicas, saem com você, outros tratam como um aluguel normal)

Dicas de viagens:

Mochileiros: para viagens baratas, as dicas estão aqui. O pessoal costuma responder rápido sobre dicas e te ajudar com qualquer dúvida.

Trilhas gratuitas: aqui, o pessoal combina de se encontrar e fazer trilhas na cidade ou em cidades vizinhas gratuitamente.

 

 

Lucilene Andrade

Gerente financeira por profissão. Exploradora por natureza e independente por vocação.

Quer saber mais sobre como viajar sozinha, as aventuras da Lú ou tirar dúvidas? Envie suas perguntas ou acesse aqui: Qué tan lejos.

Mulheres: ocupem o mundo todo

– por Mariana Zambon Braga

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Imagem: Tumblr

Recentemente, vimos o Bono Vox, vocalista do U2 ser agraciado como um dos vencedores do prêmio “mulher do ano” da revista Glamour. Escrevi um texto sobre isso lá no Medium, que você pode conferir aqui. Hoje, no Facebook, surgiu uma postagem de um homem anunciando uma palestra “Maternidade ativa – os novos passos para uma nova maternidade”, que será dada por um coach de empreendedorismo materno. Mencionei que ele é homem? Pois é. Um homem, falando sobre maternidade ativa.  

Pois bem. Temos dois homens, um famoso, outro “comum”, ocupando espaços que deveriam ser reservados para mulheres. Um prêmio “Mulher do Ano” homenagear um homem é tão errado que chega a ser estranho ter que argumentar isso. Um homem palestrando sobre maternidade e empreendedorismo materno, também.  

Teve também um caso, ano passado, em que um debate sobre empoderamento feminino foi adiado após pressões nas redes sociais. O motivo: o evento teria apenas uma mulher e cinco convidados do sexo masculino.

Esses são exemplos pequenos dentre muitos outros que denunciam o apagamento da voz da mulher na sociedade. Existem muitas mulheres incríveis por aí que simplesmente não têm a chance de serem ouvidas, ou premiadas, ou de compartilharem seus conhecimentos com o mundo. Porque, frequentemente, quem organiza os eventos dá a desculpa de que não existem mulheres qualificadas, ou porque ainda existe no pensamento coletivo certa resistência em dar credibilidade ao que nós dizemos. Pergunte às cientistas e pesquisadoras como é difícil para elas.

Vocês se lembram de que, há algum tempo, as mulheres não podiam votar, trabalhar, estudar e nem sequer representar a si mesmas em papéis femininos no teatro? Este cenário só mudou porque as mulheres não se deixaram acomodar e passaram a ocupar os espaços e a protagonizar, de fato, suas vidas.

E a pergunta que fica, é: quem nos representa?

É um absurdo um homem receber um prêmio de “Mulher do Ano”. Não importa o quanto ele tenha contribuído para a promoção do empoderamento feminino, para mudar a vida das mulheres em situação vulnerável. Não importa. Ele não é mulher, e não deve ser incluído numa premiação que tem o óbvio objetivo de destacar MU-LHE-RES. Poderiam dar a ele o prêmio de “Homem do Ano”, que estaria tudo certo.

É igualmente bizarro ver um homem palestrando sobre os desafios da maternidade e o empreendedorismo materno. Talvez o sujeito seja casado e tenha filhos, alguém pode argumentar. Ok. Então, que ele fale sobre os desafios da PATERNIDADE. Ou sobre como é importante a mulher ter o apoio do marido nessas horas. Ou sobre como o pai também é responsável pelos filhos, IGUALMENTE. Sei lá, qualquer coisa do tipo.

Fica difícil viver em uma sociedade onde os homens têm mais espaço até mesmo para falar sobre coisas que competem às mulheres. Ou para receberem prêmios destinados às mulheres.

É por isso que a representatividade é mais do que urgente. Precisamos liderar e divulgar projetos e iniciativas que se propõem a dar visibilidade para as mulheres. Aparecer, mesmo. Fazer barulho. Parar de aceitar que nosso lugar é um espaço abstrato e escondido. Ajudar as mulheres que conhecemos a tomarem conta do mundo inteiro.

Quais são as mulheres incríveis que você conhece? O que elas fazem? Como você pode fazer para ajuda-las a se tornarem conhecidas e a serem ouvidas?

Representatividade importa, e muito. E esse movimento de mudança tem que começar entre nós mesmas.

Compre de mulheres. Negocie com mulheres. Escreva sobre mulheres. Entreviste mulheres.  Crie personagens mulheres. Contrate mulheres. Fotografe mulheres. Desenhe mulheres. Cante sobre mulheres. Leia livros escritos por mulheres. Apoie as mulheres. Promova as mulheres. Ajude as mulheres a crescerem, a serem tudo o que elas podem e desejam ser.

Isso não significa que os homens sejam inferiores, que devemos odiá-los, ou algo do tipo. Por favor, não sejamos simplistas. Significa apenas que já tem homem demais dominando esse mundo e ocupando até mesmo os espaços que não são deles. Está mais do que na hora de termos, pelo menos, a mesma visibilidade.

 

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

Desvendando o LinkedIn – Como ter um bom perfil?

– por Samara Ventura

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Muito se fala sobre o LinkedIn, a rede social de contatos profissionais, mas será que a rede é boa mesmo? Boa ela é, mas precisamos saber o básico para podermos obter os benefícios. O LinkedIn é uma grande sala online de networking, além de ser um bom local para procurar emprego ou divulgar o seu trabalho.

Para começar no LinkedIn, é preciso ter um perfil organizado e que liste todas as suas competências, cargos ou projetos anteriores e habilidades (idiomas, informática, oratória etc.), ou seja, é praticamente um currículo online.

Como o LinkedIn pode me ajudar? 

Se você está procurando um novo emprego, o LinkedIn pode ser seu grande amigo. Se você trabalha na área de RH, coaching, psicologia, educação, terapias, enfim, qualquer atividade que forneça mais conhecimento às pessoas, o LinkedIn pode te ajudar muito. Também pode ajudar freelancers, escritores, tradutores e os mais variados tipos de profissionais autônomas. Por ser uma grande rede de networking, é possível divulgar o seu trabalho para todas as suas novas conexões, desde que seja feito educadamente.

Sempre que você adicionar alguém, poderá enviar uma mensagem agradecendo o contato por ter adicionado ou aceitado o convite, se apresentando e falando brevemente com o que você trabalha e se colocando à disposição para ajudar caso a pessoa precise de alguma coisa. Você deve fazer isso com sutileza, não tente realizar vendas sem antes estabelecer um relacionamento, pois a pessoa não sabe quem é você.

Se tiver material gratuito para oferecer, ofereça primeiro. Caso esteja procurando emprego, também pode enviar uma mensagem nos mesmos moldes.

Estabeleça um relacionamento legal com as suas conexões. Poste links úteis, envie mensagens no aniversário ou quando alguém consegue um empego novo, coloque-se à disposição para ajudar os outros, indique profissionais de sua confiança na rede, enfim, esteja presente. Pouco a pouco você vai ganhando destaque no LinkedIn e aumentando o número de conexões.

Viu, você já sabe como o LinkedIn pode te ajudar!  Só que agora você precisa abrir o seu perfil e colocar a mão na massa junto comigo.

Você tem um Perfil Campeão?

Caso você não saiba, o próprio LinkedIn classifica os perfis dos usuários em 5 categorias: iniciante, intermediário, avançado, especialista e campeão. Ter um perfil campeão, apesar de não ser difícil, faz uma diferença enorme. Qual é o seu perfil atual? 

Para facilitar a sua vida, vou listar alguns itens para obter um Perfil Campeão e para dar um up no seu LinkedIn. Se você clicar no seu perfil, poderá ver no lado direito superior da tela uma barrinha que diz qual o status do perfil. O Perfil Campeão aparece mais nas pesquisas e tem mais destaque de modo geral.

Afinal, o que fazer? Abre o seu perfil e vem comigo:

Tenha uma foto de qualidade. Roupas de cor azul caem muito bem no LinkedIn, pois o azul passa a ideia de produtividade, tranquilidade e é bem usado em ambientes empresariais.

Adicione seu Cargo atual. Caso esteja em recolocação, não deixe de falar. Descreva o que você faz e como você ajuda a empresa.

Tenha uma boa headline! É aquela linha que fica abaixo do seu nome no perfil e tem poucos caracteres. Use-a sabiamente: ao invés de colocar apenas o nome do seu cargo, escreva sobre como você ajuda a sua empresa ou os seus clientes. É a primeira coisa que as pessoas lerão no seu perfil.

Customize a sua URL de perfil. Você é mais facilmente encontrada quando personaliza a URL, sem falar que pode utilizá-la na sua assinatura de e-mail ou cartão de visita.

Preencha suas informações de contato, com endereço, telefone e outras redes sociais e site, se for o caso.

Preencha a seção “Resumo” com um pouco de suas habilidades, experiências profissionais e como ajuda a empresa ou o cliente atualmente, caso esteja trabalhando. Se está procurando emprego, mostre como pode ajudar.

Preencha as suas experiências profissionais anteriores (pelo menos duas), formações acadêmicas, idiomas (se tiver), cursos livres e competências. Na parte de competências, você deve listar todas as habilidades que você adquiriu ao longo do tempo, sejam as específicas do seu trabalho, como as mais genéricas, por exemplo: Microsoft Word, Power Point, Inglês.

Coloque uma capa no LinkedIn: agora é possível colocar uma foto de capa no seu perfil. Dica ótima para você que quer usar o LinkedIn para divulgar os serviços da sua empresa: coloque uma capa com a sua logo e uma breve descrição dos serviços que oferece, por exemplo: Feminaria – Empoderamento – Networking – Coworking. 

Adicione conexões. Ter pelo menos 50 conexões é fundamental para um perfil campeão no LinkedIn.

Entre em grupos. Existem os mais variados tipos de grupos no LinkedIn. Você pode procurar por grupos da sua profissão, de vagas de emprego, de discussões sobre temas variados, entre outros. Escolha pelo menos um grupo para participar das discussões e estar sempre presente, de preferência em um grupo que você possa conseguir indicações para vagas de emprego ou possíveis clientes para a sua empresa.

Se já tiver feito trabalho voluntário, adicione em seu perfil. O trabalho voluntário é extremamente valorizado.

Se você seguir essas dicas, tenho certeza que o seu perfil ficará lindo!  Como o LinkedIn é como um currículo online, é de extrema importância que ele esteja sempre atualizado e contendo as informações relevantes sobre a sua vida profissional. Todas as edições podem ser feitas ao clicar na aba “Perfil” e em seguida “Editar perfil” no site, basta estar logada.

Para finalizar, mais uma dica: ao adicionar alguém que você ainda não conhece, clique na opção “Fizemos negócios juntos” e selecione a empresa para a qual você trabalha atualmente. Dessa forma, você consegue adicionar as pessoas sem precisar ter o e-mail delas.

Espero que esse texto te ajude a ampliar os seus contatos profissionais.

Estou disponível no https://br.linkedin.com/in/coachsamaraventuracarreira para te ajudar. Qualquer dúvida, pode contar comigo!

 

Samara Ventura

Coach de Propósito e Estilo de Vida para Mulheres, que acredita que o empoderamento feminino é o caminho para a real mudança planetária. Escritora iniciante, praticante de meditação e apaixonada pela impermanência da vida. Escreve no site: www.samaraventura.com.br e na página www.facebook.com/florescernacidade.

Further report. Criminal case found near railroad CCA-500_Sample-Questions between 38th and 11th Street. Homicide. Completed. Criminal police, forensics, ambulance and emergency medical Finished. Received, 5885. Caught the suspect 0B0-400_Testing yet Finished. 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure No suspects found. 0B0-400_Testing 5885, finished. Shakes looked 0B0-400_Testing at the finger, that root was cut off the bones exposed bones finger. She 0B0-400_Testing looked at the glittering diamond ring, those eyes, E20-016_Exam-Dump and that twisted mouth Europe, that horrible mouth. Thriller spread throughout her body. Emilia Shakes swimming in the water snake river during the summer camp, and 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure absolutely did not hesitate to 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF jumped from the 100-foot bridge, but as long as she thought of a hush think of Was tied into a ball, could not move, immediately fell into the feeling of panic like an electric shock. Because of this, 0B0-400_Testing Shakes walked so fast and was so crazy when 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure driving. As long as you move, they can not catch you She heard a voice and quickly looked up. A rumbling sound came 0B0-400_Testing from far and louder and louder. Few 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF pieces of shredded paper are raised by the wind and fly along the rails. Dust circling around her, like an angry ghost. Then there was a deep whine Emiliano Shakespear, a five-foot-nine patrolman, found himself CCA-500_Sample-Questions facing the locomotive of a 31-ton American-American company. The red, white, blue-faced steel behemoth is approaching her at ten miles an hour. Stop Stop She shouted. The train driver ignored her. Shakes ran to the railway, standing in the middle 0B0-400_Testing of the rails, swinging his legs CCA-500_Sample-Questions waving his arm, signaling the driver to E20-016_Exam-Dump stop CCA-500_Sample-Questions moving forward. With a long and harsh brakes, the locomotive stopped. Driver head out of the window. You can not open here, she said to him. He asked her what 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF it meant. 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF She thought, he looked so young, actually CCA-500_Sample-Questions driving such a large locomotive. Here is 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure a crime scene, please turn off the engine. Miss, I did not see any crime. But Shakes did not have time to listen to him long-winded. She was looking up at a gap in the barbed wire fence to the west of the viaduct. Not far from above is Eleven 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure Street. One way of trying to bring a victim here is to find that there is a way to 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF stop the car at Eleven Street and 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure drag the victim 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure across the narrow path to 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure the edge of CCA-500_Sample-Questions the cliff. 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He hurriedly E20-016_Exam-Dump recorded his conversation in a black book with a sweaty pen. Oh, just do it. Now, CCA-500_Sample-Questions go to those trash cans, stay there and direct the traffic until E20-016_Exam-Dump E20-016_Exam-Dump the entire street is clear. Did you hear that She turned and left without saying anything CCA-500_Sample-Questions good or not, A street, began to slowly move a few trash cans. Every driver who passed by her glared at CCA-500_Sample-Questions her, and some mumbled in her mouth. Shakes glanced at the watch. Another hour I can hold on. 3 The peregrine falcon gently waving a few wings, landing in the edge of the windowsill. Outside the window, noon the sun bright and dazzling, the weather seems to be extremely hot. Finally, the man murmured, turning his head to the buzzing doorbell and looking at CCA-500_Sample-Questions the door to the downstairs. Is he He shouted at the staircase, is it Lincoln Lyme 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure turned his head to the window again without hearing any answer. The peregrine falcons head turned a little and moved E20-016_Exam-Dump very fast, just like a spasm, immediately returning to the original elegant gesture of keeping. Lyme noticed the blood stained its paw, and a piece of yellowish flesh was pulled by its small, black, nut shell-like beak. E20-016_Exam-Dump It stretches short neck, move slowly to the nest, the action is reminiscent of not a bird, but a snake. The peregrine Falcon dropped the meat into the 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure small mouth of a blue-winged bird. What I now see is the only creature in New York City without any 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF natural enemies, Lyme thought. Maybe God except God. He heard footsteps, and someone was walking up the stairs. Is E20-016_Exam-Dump he He asked Thomas. The young man answered, No. Who is that The 0B0-400_Testing doorbell 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF rang, is not it Thomass 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF eyes CCA-500_Sample-Questions looked at the window. The bird is back.Look, 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF theres blood on your CCA-500_Sample-Questions windowsill.Do you see them The female peregrine faltered slowly into Lymes gaze. A blue-gray feather, gorgeous like fish. It is looking up, looking back and E20-016_Exam-Dump 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF forth toward the sky. They are always together, will they be with them for life Exclaimed Thomas. Like a geese Lymes eyes returned to Thomas. The latter was bowing his strong, young waist forward, looking through the window, which was splashed with rain. Who is here Lyme asked again. He was annoyed by the deliberate delay of young 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF people. CCA-500_Sample-Questions Visitors. Visitors Ha Lyme snorted. He tried to recall when the last guest visit was. That is at least three months ago. Who was the guest last visited Maybe those reporters, or a distant relatives. Thats right, its Peter E20-016_Exam-Dump Chter, a spine neurologist in Lyme. Blaine E20-016_Exam-Dump has been here several times, but she certainly can not be a 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF visitor. Its so cold here, complains 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF Tommy, reaching out to open the window at the same time. Young typical performance. Lyme thought. Do not open the window, he ordered, well, tell me whos coming Its cold. Youre going to scare the bird.You can turn off the air conditioner.Ill be closed. 0B0-400_Testing Lets open again, said Tangmajas forcefully to lift 0B0-400_Testing the thick wooden frame of the window. The two birds got accustomed 0B0-400_Testing to playing since they moved in. Hearing the noise, the two peregrine falcons turned their heads and widened their eyes to the source of the E20-016_Exam-Dump noise. But they were just E20-016_Exam-Dump wide-eyed, still on the edge of the bay windows, overlooking monarchs overlooking the collapsed ginkgo trees in their territory and the car parked on both sides of the street. Lyme asked again Whos coming Leon Salet. Leon What did he do Thomas looked back and forth at the room.