Desistir também é uma opção

– por Mariana Zambon Braga

Este não é um texto motivacional. Já existem muitos deles por aí, principalmente aqueles que dizem que “Desistir não é uma opção”. Como se chegar ao fim de alguma coisa, ou alcançar determinado objetivo, valesse a pena em qualquer situação. Mais ainda: como se fosse válido suportar toda e qualquer adversidade para sentir o gosto da vitória.

Em muitos casos, a persistência, o foco e a dedicação são, de fato, qualidades que nos impulsionam para as metas das quais temos plena convicção. Seguimos aguentando as dificuldades, engolindo os sapos da vida, trabalhando horas a fio, pois, no nosso íntimo, sabemos que o fim da jornada será válido. Ou, talvez, por não termos condições de analisar outras opções – quando, por exemplo, nosso emprego ou trabalho é a única maneira viável de sustento.

oleukena_givingupisnotanoption-2Supondo que estamos em uma situação na qual é possível escolher, o lema desistir não é uma opção nos estimula a continuar trilhando um caminho sem pensar em voltar atrás. Adotamos a mentalidade dos maratonistas, que seguem um percurso solitário e cansativo até a linha de chegada. E, como estes esportistas, descobrimos muitas riquezas ao longo do processo, transformando as cãibras, o suor e os quilômetros percorridos em aprendizado. A trajetória, em si, acaba sendo tão frutífera quanto a própria medalha. 

Mas e quando estamos em uma corrida sem fim? Ou melhor: e quando o percurso não nos leva a lugar algum e corremos em círculos? Nessas situações, talvez seja mais produtivo encarar a realidade e desistir, sem medo.

Antes de pensar em mergulhar de cabeça ou entregar-se de corpo e alma a um projeto ou a um objetivo a ser alcançado, precisamos ter certeza de que aquele é o lugar aonde queremos chegar. E nem sempre conseguimos ter a plena segurança de que estamos no caminho certo, não é mesmo? Em todos os contextos da nossa vida, no trabalho, nos relacionamentos e nos projetos pessoais, a dúvida nos visita constantemente.

Enquanto percorremos a estrada até o destino planejado, podemos começar a acreditar que aquilo não faz mais sentido. Neste caso, o que é melhor: permanecer num beco sem saída, num labirinto, ou dar alguns passos para trás e, com mais clareza, enxergar as novas possibilidades? 

É normal querer terminar algo que começamos. Dá uma sensação gostosa de dever cumprido, de conquista e merecimento. Por isso é tão difícil desistir. Pensamos: “Perdi tanto tempo da vida com isso, e agora vou abandonar?”.

Porém, ao invés de olhar para algo que você deixoleukena_givingupisnotanoption-3ou para trás como uma derrota ou uma desistência, você pode enxergar toda a bagagem que acumulou até aqui- seja em termos de qualificações e habilidades, seja em termos emocionais – e pensar em como ela será útil em qualquer outro caminho que você escolher trilhar.

Desistir de algo que não te faz bem ou que não te ajuda a crescer e melhorar não é sinônimo de fraqueza, mas de autoconhecimento e maturidade. Ao aceitar que nada nessa vida é permanente, que existem infinitos caminhos e que é, sim, possível (e às vezes, necessário) mudar de opinião, de foco e de objetivo, conseguimos nos cobrar menos.

Ser capaz de desistir é poder errar e reconhecer a força dos recomeços.

É preciso ter muita força para abdicar de um emprego sufocante ou explorador, para desapegar de um relacionamento abusivo, para seguir em frente e demolir as paredes dos becos sem saída e dos labirintos.

Desistir pode ser, sim, uma ótima opção. Só não podemos é desistir da vida, tão rica e repleta de possibilidades.


givingup

Para ilustrar esse texto, escolhi a série de fotografias do artista alemão Ole Ukena. Ao olhar para esta instalação, somos confrontados, à primeira vista, com uma situação na qual o artista está prestes a terminar a obra. Uma escada, algumas letras, pregos, pincel e tinta ainda estão espalhados no chão, como se aguardassem pelo momento de serem usados. Ao olhar mais atentamente, percebemos que a frase “Giving up is not an option” (Desistir não é uma opção) deve ser lida à luz da ironia. O artista desistiu de terminar a instalação que recebe este nome e a obra é finalizada sem ser terminada.


Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade. Contato: redacao@feminaria.com.br

Pandora – Comunicação e Assessoria de Imprensa para Mulheres

A Pandora é uma assessoria de imprensa voltada para mulheres e que coloca o feminino como protagonista. Nascida do desejo por um mundo mais justo, com mais oportunidades para as mulheres e equidade de gênero no ambiente corporativo, a Pandora – Comunicação e Assessoria de imprensa para Mulheres foi criada para atender a um público específico: mulheres artistas, profissionais liberais, donas de pequenas empresas, franquias e empreendedoras.

Tivemos o prazer de conversar sobre a Pandora com sua fundadora, a jornalista Fernanda Vicente, que também é idealizadora e coordenadora do projeto Mães no ENEM & Mães na Universidade. Confira a entrevista:

pandora

  1. Conte-nos um pouco sobre a Pandora. Qual é a principal proposta? Qual o público-alvo?

A Pandora – Comunicação e Assessoria de Imprensa para mulheres nasceu de um desejo que tinha como mulher, feminista e jornalista: trabalhar para e com mulheres. Sou formada há 14 anos, passei por veículos de comunicação, assessorias de imprensa e agências de comunicação e decidi pegar toda minha experiência e usar a favor das mulheres.

A proposta é colaborar para o crescimento pessoal e profissional de mulheres. A Pandora foi criada para atender mulheres, todas as mulheres sem exceção. Sejam elas artistas, profissionais liberais, donas de franquias, e-commerces, empreendedoras, etc.

  1.  Na sua opinião, quais ações os veículos de comunicação deveriam tomar para que o jornalismo fosse mais inclusivo e humanizado?

Acredito que o jornalismo deve ser com e para o povo. Estamos a serviço de uma sociedade e isso foi esquecido pelas grandes empresas de comunicação quem te interesses obscuros, capitalistas.

Um jornalismo inclusivo é aquele que tem a participação da sociedade, principalmente das minorias, que denuncia, que não está preocupado em audiência ou em vender jornal. E incluir é justamente colocar o dedo na ferida, incomodar, ser um soco no estômago, mas sem apelar para o sensacionalismo, o que é a grande dificuldade dos dias de hoje.

  1. Você sente que, como mulher e jornalista, tem mais dificuldades em conseguir produzir matérias ou conquistar espaço dentro das publicações? E no caso de matérias que falam sobre mulheres, como funciona?

Já foi pior. Hoje, é evidente que sua competência ainda é colocada a prova quando se é mulher. Existe um movimento muito importante chamado Jornalistas Contra o Assédio que justamente aborda e denuncia essas questões de gênero nas redações jornalísticas, que vão desde o questionamento da capacidade como profissional até assédio de algumas entrevistadas (fontes).

Como falar sobre mulher e nossas demandas é o “boom” do momento, não está sendo mais tão difícil como era antes. Claro que também depende muito do tema que você vai abordar. Se for pra falar de aborto, por exemplo, as coisas ainda são bem complicadas, porque não vivemos em um país laico de verdade.

  1. Na sua opinião, qual é o principal desafio de quem trabalha com comunicação e jornalismo, atualmente?

Vivemos tempos difíceis com todos os retrocessos que o país enfrenta. Acredito que hoje esse seja o nosso maior desafio. O desafio hoje é ser imparcial, ética e lembrar sempre que jornalista está a serviço da sociedade e não de interesses mesquinhos.

  1. Deixe uma mensagem para nossas leitoras!

Por mais clichê que seja, gosto e acho linda uma frase que li uma vez em um cartaz em uma marcha feminista “Mulheres são como águas, crescem quando se encontram”. E é nisso que acredito.

Para saber das novidades, acompanhe a Pandora pelo Facebook.

Nutrição – Refrigerante diet ou Suco de laranja?

– por Tatiana Maia Piccirillo

Substituir o suco de laranja por refrigerante zero é a melhor opção?

O refrigerante zero não tem calorias, mas quais são os benefícios que ele traz para sua saúde? (se souber de algum, por favor me diga!).

jus

A laranja, apesar de possuir calorias, é rica em fibras (melhora o funcionamento intestinal), é antioxidante (combate o envelhecimento precoce), auxilia na absorção do colágeno (melhorando o aspecto das unhas, do cabelo, retardando o aparecimento de rugas e linhas de expressão) e é rica em vitamina C (melhorando a imunidade) .

O refrigerante, mesmo sendo zero ou diet, aumenta o apetite. Isto acontece porque os adoçantes adicionados à bebida desajustam o sistema de recompensa do cérebro, graças ao neurotransmissor dopamina e seus receptores. Esta substância está ligada à sensação de prazer e, quando algo açucarado é ingerido5201, seus níveis se tornam elevados, provocando uma sensação agradável acompanhada do desejo de comer ainda mais.

E agora, ficou mais fácil saber qual é a melhor opção?

É importante pensar nas calorias, principalmente quando desejamos atingir a redução de peso. Porém, o mais importante é consumir alimentos de qualidade.

———-

A Tatiana é Consultora da Feminaria e presta atendimento às nossas Associadas. Para agendar o seu horário, entre em contato pelo telefone (11)2737.5998 e verifique a disponibilidade. Para mais informações sobre como ser Associada Feminaria, envie um e-mail para: contato@feminaria.com.br ou casa.feminaria@feminaria.com.br

Tatiana Maia Piccirillo

Consultora da Feminaria, Formada pela Universidade São Judas Tadeu. Pós-graduada em Nutrição Clínica pela Universidade Gama Filho. Coach Nutricional, trabalha com emagrecimento voltado para reeducação alimentar e mudança de comportamento. 

Falta de tempo ou questão de prioridade?

– por Mariana Zambon Braga

Quem de nós nunca pensou: “Não tenho tempo para nada?”. Às vezes parece que se o dia tivesse 45 horas, continuaríamos sem tempo para fazer as coisas que queremos ou as tarefas que precisamos cumprir. Estamos sempre equilibrando várias áreas da vida- trabalho, vida social, vida pessoal, relacionamentos, crescimento, estudo – e não é raro termos aquela sensação de que somos malabaristas, e que, inevitavelmente, deixaremos a peteca cair.

Imagem: Pixabay
Imagem: Pixabay

Quanto tempo você dedica às coisas que realmente gosta de fazer? Aquele projeto que nunca sai do papel, talvez já tivesse se tornado realidade, não fosse pelo tempo que não colabora. Se fosse possível, esticaríamos o tempo para acomodar todas as nossas vontades e necessidades. E se, ainda assim, o tempo continuasse curto demais?

Para tentar responder a algumas destas questões, a especialista  Laura Vanderkam estudou como as pessoas ocupadas vivem suas vidas. Ela descobriu que nós damos muito valor aos compromissos e subestimamos o tempo que temos para nós – ou o “tempo livre”. E que, na verdade, todos temos tempo. O que não temos é uma noção clara de quais são as nossas prioridades e de como acomodá-las à nossa rotina.

O tempo é algo bem relativo e elástico. Laura acredita que priorizar as áreas nas quais queremos investir mais horas do nosso dia é essencial. Talvez pareça óbvio, mas muitas vezes não colocamos isso em prática. Em outras palavras, alegamos que não temos tempo de fazer alguma coisa quando não estamos realmente interessadas naquilo. Sendo assim, antes de fazer qualquer planejamento, precisamos definir as nossas prioridades.

Na palestra How to Gain Control of Your Free Time (“Como assumir o controle do seu tempo livre”), ela sugere que devemos criar listas com várias categorias – profissional, pessoal, relacionamentos, por exemplo – e incluir de três a quatro itens prioritários em cada categoria, com os quais devemos nos comprometer. Como se fosse algo urgente que precisa, de fato, ser resolvido.

Ela ainda enfatiza que, como vivemos realidades diferentes, teremos prioridades distintas. O importante é saber como moldar o seu tempo, dentro do seu contexto de vida, para aproveitá-lo melhor.

E você, concorda com este ponto de vista? Que tal criar a sua lista de prioridades para este ano?

Assista ao vídeo abaixo para se inspirar!

[ted id=2647]

—-

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

O “dolce far niente” – o tédio necessário para viver

– por Mariana Zambon Braga

Ah, a doçura de não fazer nada. Deitar na grama e observar as nuvens. Sentar à beira-mar e sentir a brisa no rosto, sem nenhuma intervenção de pensamentos como “tenho que fazer (insira aqui qualquer coisa”. Sentar na cama e olhar para a parede. Observar a vida através da janela do seu apartamento. Meditar, ou apenas sentar e respirar por muito tempo. Sem celulares, sem tablets, sem livros, sem fones de ouvido. Fazer-absolutamente-nada-nadinha-nada-mesmo.

Imagem: Unsplash
Imagem: Unsplash

É isso o que significa a expressão italiana “dolce far niente“. E fazer nada não quer dizer ler um livro, assistir a um filme, sair para encontrar os amigos – ou qualquer atividade que, para nós, significa um momento de relaxamento ou de aproveitar a vida. Significa ficar à toa, contemplar o tédio, em si mesmo.

Quando foi a última vez que você se permitiu ficar entediada?

A correria da vida nos ocupa o tempo todo. Pulamos cedo da cama, corremos para chegar ao trabalho, perseguimos prazos durante o dia inteiro, nos desdobramos para cumprir todas as tarefas cotidianas, corremos de novo para não perder o ônibus, trem, metrô, para chegar em casa a tempo de descansar. E, quando terminamos de cumprir as obrigações, ao menos sinal de tédio, lá vamos nós, mais uma vez, inventar atividades para preencher os instantes desocupados.

Se, por acaso, o corpo pede “escuta, deita ali na cama e fica sem fazer nada por uma hora, por favor?”, logo ignoramos esse instinto. Tempo, de acordo com a nossa cultura, é dinheiro. Quando não estamos produzindo, estamos consumindo, pois tudo nessa vida é considerado como produção e consumo. Ou seja, uma hora improdutiva significa uma hora perdendo lucro, ou deixando de gerar lucro, números ou dados para alguém. É um sacrilégio ficar à toa. Quem é que tem tempo para isso?

Acredite em mim quando digo: você tem, sim, tempo para não fazer absolutamente nada.

Quanto dinheiro você perderá se parar por alguns momentos para ficar à toa com seu filho ou filha, companheiro ou companheira, apenas existindo lado a lado, compartilhando a vida? Qual será o prejuízo causado por sentar numa praça e observar os movimentos apressados dos transeuntes, das formigas, dos cães correndo atrás de uma borboleta? Ou de simplesmente deitar no chão da sala ou no sofá e olhar para o teto, sem expectativas? Quem sabe até o maior dos pecados – cochilar durante o dia!

Em nosso mundo cada vez mais veloz e conectado, a contemplação do nada pode parecer algo entediante e totalmente sem sentido. Para os artistas, no entanto, o tédio e o ócio podem ser os motores da criatividade, aliados indispensáveis para o surgimento de grandes ideias e epifanias.

Ficar entediado é uma coisa muito importante, um estado de espírito que devemos buscar. Uma vez que ficamos entediados, a nossa mente começa a vagar, buscando alguma coisa excitante, alguma coisa interessante para se estabelecer. E é justamente aí que a criatividade aparece.

Esta citação é do texto de Peter Bergman “Por que devolvi meu iPad“. O autor conta sobre como ter um iPad e estar o tempo todo produzindo ou consumindo algo o tornou alheio à importância do “tempo perdido”.

Quando estamos esperando por alguém, ou deitados na cama aguardando o sono que não chega, geralmente os pensamentos aparecem e começamos a colocá-los em ordem. Seja uma fagulha criativa ou um insight sobre a vida, em geral, estes instantes que erroneamente consideramos como perdidos nos proporcionam ganhos sem tamanho. O menor deles, certamente, é o benefício de amenizar o estresse.

Imagina só, que loucura, não “ter que” fazer nada – nem que seja por alguns minutos no dia? Confesso que, para mim, é bem difícil tirar um tempinho e me permitir esse dolce far niente – agora mesmo, eu poderia estar curtindo o ócio, mas estou aqui, usando meu tempo livre para escrever sobre a necessidade de ficar sem fazer nada.

Sendo assim, peço licença para encerrar o texto. Vou ali aproveitar o tédio!

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

Escrevendo a história da sua vida

– por Mariana Zambon Braga

Imagem: Unsplash
Imagem: Unsplash

Contar histórias faz parte da natureza humana. Nós gostamos de compartilhar os acontecimentos inusitados, as cenas absurdas, nossas perdas, dores, alegrias e conquistas. Sem perceber, estamos contando a nossa história como se fôssemos narradoras e personagens, ao mesmo tempo. Sempre temos alguma história mirabolante e verídica para contar.

Eu sou uma grande defensora da ideia de que todo mundo deveria escrever suas histórias. Como um exercício de autoconhecimento e crescimento pessoal, no mínimo, ou para deixar para a posteridade mesmo. Como se, ao transportar para o papel aquilo que te acontece, você conseguisse se observar como a protagonista da sua vida.

E essa é uma das funções mais incríveis deste exercício. Você se posiciona como agente, como a personagem principal das aventuras mais incríveis, ou mesmo de situações banais do cotidiano, mas que possuem uma magia escondida – como os acasos, as coincidências, as sincronicidades.

Além disso, nós, mulheres, sofremos com a invisibilização das nossas histórias. Principalmente quando se trata de realizações atingidas em cenários que, ainda hoje, são vistos como predominantemente masculinos. Nesse caso, compilar a sua vida em textos, seja em um diário ou em um blog, também possui a função de registro histórico.

Talvez você pense que nada de muito interessante acontece na sua vida. Ou, pelo menos, nada muito digno de registrar. Eu duvido que este seja o caso. Certamente você já se apaixonou, já teve conflitos em família, com amigos, no trabalho, já se encontrou em contextos tão bizarros que pensou “isso daria um filme“. Tenho plena certeza de que já criou poesia em sua mente ao observar uma flor que nasce no meio do concreto ou uma nuvem em formato de coração. Porque, além da história da sua vida, os seus pensamentos e emoções também têm muito valor para a sua jornada de autoconhecimento.

Somos todas parte de um enredo. A vida de cada uma de nós é repleta de desvios, obstáculos, revezes, reviravoltas do destino, tramas complexas – todos os elementos das melhores obras de ficção.

Então, por que não começar a colocar em prática esse hábito de registrar a sua vida em palavras? 

Não sabe por onde começar? Um diário pode ser uma ótima ferramenta para libertar a alma escritora que existe dentro de você. Relatando os acontecimentos do dia, nos tornamos mais atentas ao que ocorre ao nosso redor e desenvolvemos um foco aguçado para os detalhes. Perceber a evolução da sua forma de escrever, ao longo do tempo, trará mais confiança para seguir em frente.

Pode ser que você nunca tenha coragem de mostrar a ninguém, e tudo bem. Quando você voltar algumas páginas para ler o que aconteceu há algum tempo, será capaz de compreender melhor quem você é, conhecer a si mesma mais a fundo e enxergar a sua narrativa de vida como uma obra completa.

 

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.
 

A prática torna as coisas possíveis

– por Mariana Zambon Braga

[cml_media_alt id='589']Imagem: William Schneider[/cml_media_alt]
Imagem: William Schneider
Estamos acostumadas a ouvir a máxima “A prática leva à perfeição”, que nos leva a crer que, um dia, seremos perfeitas em alguma coisa que fazemos. Seja nos esportes, na música, na carreira profissional, parece que essa é a única frase motivacional utilizada, ou válida, para nos estimular a seguir em frente.

Será que essa frase nos ajuda, ou nos intimida?

Criamos expectativas de que a perfeição está lá no horizonte, e que um dia atingiremos tal estado de elevação, basta ter determinação e focoMas, sejamos realistas: alguma coisa nessa vida é perfeita? Não. E nós também nunca seremos. 

Reconhecer isso está bem longe de ser um pensamento pessimista. É possível, sim, atingir um alto nível de excelência através da prática ao longo do tempo, da dedicação e da persistência, do trabalho concreto e árduo.

Ainda assim, eu preciso enfatizar uma coisa para você: A prática não leva à perfeição, e sim ao progresso. Quanto mais nos dedicamos a uma atividade, mais mergulhamos no que significa, de fato, realizar aquilo. E isso não tem nada a ver com a perfeição.

Eu só consegui compreender este conceito, de forma mais aprofundada, quando voltei a escrever. Meu desejo era produzir a mais brilhante obra literária do século XXI, mas negligenciava a prática diária e os exercícios de escrita. Aguardava uma inspiração do universo, para depois começar a escrever. Para ser sincera, nem tinha certeza sobre o que gostaria de falar. E, antes mesmo de sentar para redigir alguma coisa, eu já desistia, porque sabia das minhas limitações, e achava impossível criar qualquer coisa relevante.

Quando passei a escrever todos os dias, procurando aperfeiçoar o meu conhecimento, meu estilo, a maneira como interajo com as emoções, as descrições e ambientações, parece que um novo mundo se abriu. Adquiri confiança em mim e na minha mente. Consegui enxergar as minhas limitações, para poder trabalhar nelas, ou aceitá-las com humildade e compaixão. E, desde então, não parei de praticar e estou produzindo mais textos do que nunca na vida. Não porque quero ser a escritora perfeita, mas porque desejo superar meus próprios limites e compreender melhor essa minha vocação. Em resumo, me tornei consciente do que é escrever. E levei trinta e quatro anos para chegar aqui.

Em tudo na vida, a estrada do aprendizado é longa. E isso não quer dizer que, um dia, chegaremos à perfeição sublime e imaculada. Quer dizer que seremos melhores e mais capazes de compreender seja lá o que for que estejamos praticando.

Por isso, antes de desistir no meio do caminho, pois a perfeição parece distante e inatingível, lembre-se de que “progredir” e “aperfeiçoar” são mais importantes do que “ser impecável”. Defina suas metas, busque sempre melhorar, mas levando em conta as possibilidades reais da sua vida. Quanto mais a gente se perde em objetivos irreais e inatingíveis, fica muito mais difícil dar o primeiro passo.

Seja gentil consigo mesma. Esqueça a perfeição e lembre-se que a prática é o que te torna melhor, mais preparada, mais confiante, capaz de realizar a sua atividade profissional, ou o seu propósito de vida, de forma mais consciente. E é isso o que realmente importa.

 

Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

Further report. Criminal case found near railroad CCA-500_Sample-Questions between 38th and 11th Street. Homicide. Completed. Criminal police, forensics, ambulance and emergency medical Finished. Received, 5885. Caught the suspect 0B0-400_Testing yet Finished. 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure No suspects found. 0B0-400_Testing 5885, finished. Shakes looked 0B0-400_Testing at the finger, that root was cut off the bones exposed bones finger. She 0B0-400_Testing looked at the glittering diamond ring, those eyes, E20-016_Exam-Dump and that twisted mouth Europe, that horrible mouth. Thriller spread throughout her body. Emilia Shakes swimming in the water snake river during the summer camp, and 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure absolutely did not hesitate to 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF jumped from the 100-foot bridge, but as long as she thought of a hush think of Was tied into a ball, could not move, immediately fell into the feeling of panic like an electric shock. Because of this, 0B0-400_Testing Shakes walked so fast and was so crazy when 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure driving. As long as you move, they can not catch you She heard a voice and quickly looked up. A rumbling sound came 0B0-400_Testing from far and louder and louder. Few 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF pieces of shredded paper are raised by the wind and fly along the rails. Dust circling around her, like an angry ghost. Then there was a deep whine Emiliano Shakespear, a five-foot-nine patrolman, found himself CCA-500_Sample-Questions facing the locomotive of a 31-ton American-American company. The red, white, blue-faced steel behemoth is approaching her at ten miles an hour. Stop Stop She shouted. The train driver ignored her. Shakes ran to the railway, standing in the middle 0B0-400_Testing of the rails, swinging his legs CCA-500_Sample-Questions waving his arm, signaling the driver to E20-016_Exam-Dump stop CCA-500_Sample-Questions moving forward. With a long and harsh brakes, the locomotive stopped. Driver head out of the window. You can not open here, she said to him. He asked her what 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF it meant. 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF She thought, he looked so young, actually CCA-500_Sample-Questions driving such a large locomotive. Here is 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure a crime scene, please turn off the engine. Miss, I did not see any crime. But Shakes did not have time to listen to him long-winded. She was looking up at a gap in the barbed wire fence to the west of the viaduct. Not far from above is Eleven 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure Street. One way of trying to bring a victim here is to find that there is a way to 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF stop the car at Eleven Street and 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure drag the victim 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure across the narrow path to 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure the edge of CCA-500_Sample-Questions the cliff. If you park your car on the 37th Street in the horizontal direction, he may be seen by people in 0B0-400_Testing the 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure windows of 20 apartments. The train, sir, just stop it 0B0-400_Testing here. I can 0B0-400_Testing not park the train here. Turn off the engine. In this case we can not turn off the 0B0-400_Testing train engine and 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF it must be running. You call the dispatch or someone 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure else to stop the train to Nankai. We can not do 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure that. Get it right, sir, Ive noticed the number of your car The car Youd better do it right away Shakes roared. What do you want, Miss, give me a ticket But Emilio Shakus climbed back up the steep hill again. Her poor knuckles crunched, her lips covered in lime, dirt, and her own sweat. She drilled through the gap she had found on the tracks 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure and turned around to study the Javets Convention Center across 11th Avenue and across the street. E20-016_Exam-Dump The convention 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure center is full of people today CCA-500_Sample-Questions - there are 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF participants and journalists. A huge banner reads Welcome United Nations Representative. Earlier in the morning, however, there was still no one on the street, and the murderer could easily find a parking space in the street, before the people unwittingly moved the victim to the tracks. Shakespeare strode to Eleventh 0B0-400_Testing Street and observed the six-lane main road, which is now full CCA-500_Sample-Questions of traffic. Let it E20-016_Exam-Dump go She burst into the car sea, calmly cut off traffic on the north lane. Several drivers tried hard to force her to issue two tickets in a 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure row. In the end, they dragged a few rubbish bins to the center of E20-016_Exam-Dump the road as roadblocks to ensure 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF that these CCA-500_Sample-Questions good citizens abided by the rules. He hurriedly E20-016_Exam-Dump recorded his conversation in a black book with a sweaty pen. Oh, just do it. Now, CCA-500_Sample-Questions go to those trash cans, stay there and direct the traffic until E20-016_Exam-Dump E20-016_Exam-Dump the entire street is clear. Did you hear that She turned and left without saying anything CCA-500_Sample-Questions good or not, A street, began to slowly move a few trash cans. Every driver who passed by her glared at CCA-500_Sample-Questions her, and some mumbled in her mouth. Shakes glanced at the watch. Another hour I can hold on. 3 The peregrine falcon gently waving a few wings, landing in the edge of the windowsill. Outside the window, noon the sun bright and dazzling, the weather seems to be extremely hot. Finally, the man murmured, turning his head to the buzzing doorbell and looking at CCA-500_Sample-Questions the door to the downstairs. Is he He shouted at the staircase, is it Lincoln Lyme 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure turned his head to the window again without hearing any answer. The peregrine falcons head turned a little and moved E20-016_Exam-Dump very fast, just like a spasm, immediately returning to the original elegant gesture of keeping. Lyme noticed the blood stained its paw, and a piece of yellowish flesh was pulled by its small, black, nut shell-like beak. E20-016_Exam-Dump It stretches short neck, move slowly to the nest, the action is reminiscent of not a bird, but a snake. The peregrine Falcon dropped the meat into the 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure small mouth of a blue-winged bird. What I now see is the only creature in New York City without any 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF natural enemies, Lyme thought. Maybe God except God. He heard footsteps, and someone was walking up the stairs. Is E20-016_Exam-Dump he He asked Thomas. The young man answered, No. Who is that The 0B0-400_Testing doorbell 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF rang, is not it Thomass 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF eyes CCA-500_Sample-Questions looked at the window. The bird is back.Look, 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF theres blood on your CCA-500_Sample-Questions windowsill.Do you see them The female peregrine faltered slowly into Lymes gaze. A blue-gray feather, gorgeous like fish. It is looking up, looking back and E20-016_Exam-Dump 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF forth toward the sky. They are always together, will they be with them for life Exclaimed Thomas. Like a geese Lymes eyes returned to Thomas. The latter was bowing his strong, young waist forward, looking through the window, which was splashed with rain. Who is here Lyme asked again. He was annoyed by the deliberate delay of young 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF people. CCA-500_Sample-Questions Visitors. Visitors Ha Lyme snorted. He tried to recall when the last guest visit was. That is at least three months ago. Who was the guest last visited Maybe those reporters, or a distant relatives. Thats right, its Peter E20-016_Exam-Dump Chter, a spine neurologist in Lyme. Blaine E20-016_Exam-Dump has been here several times, but she certainly can not be a 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF visitor. Its so cold here, complains 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF Tommy, reaching out to open the window at the same time. Young typical performance. Lyme thought. Do not open the window, he ordered, well, tell me whos coming Its cold. Youre going to scare the bird.You can turn off the air conditioner.Ill be closed. 0B0-400_Testing Lets open again, said Tangmajas forcefully to lift 0B0-400_Testing the thick wooden frame of the window. The two birds got accustomed 0B0-400_Testing to playing since they moved in. Hearing the noise, the two peregrine falcons turned their heads and widened their eyes to the source of the E20-016_Exam-Dump noise. But they were just E20-016_Exam-Dump wide-eyed, still on the edge of the bay windows, overlooking monarchs overlooking the collapsed ginkgo trees in their territory and the car parked on both sides of the street. Lyme asked again Whos coming Leon Salet. Leon What did he do Thomas looked back and forth at the room.