Homens pela igualdade de gênero: Por que devemos nos envolver?

– por Fábio Fischer de Andrade

Receber o convite para redigir este texto me exigiu uma forte reflexão sobre o tema. Implicou pensar e repensar minhas próprias relações com as mulheres de meu círculo social, familiar e profissional. Em minha área de atuação, a Psicologia, o domínio do sexo feminino é evidente desde a graduação. Jogando a lupa para a área da saúde, onde atuei diretamente por seis anos, a presença delas é também impactante.

No microuniverso onde eu estava inserido, era a coisa mais normal do mundo fazer parte de uma equipe onde eu era o único homem; ouvir com muito bom humor a tal piada “…bendito é o fruto entre as mulheres” nas fotos de confraternização da turma; receber o mesmo salário que as outras colegas que tinham a mesma função; dar e receber ordens de uma mulher e em seguida fazer um curso de capacitação ministrado por outra. E funcionava muito bem, diga-se de passagem. Éramos iguais, dentro de nossas singularidades e particularidades de cargos e gêneros.

Infelizmente, conforme fui aprendendo e, principalmente, conversando com outras mulheres, percebi que realmente eu vivia numa bolha, pois minha realidade de igualdade de gênero era uma das exceções à “regra” vigente no mundo, e por isso eu não deveria usa-la como régua para mensurar outras situações.  A desigualdade existe, e passa batido com seus muitos disfarces mesmo aos olhos mais atentos.

Historicamente, quando se fala em igualdade de gênero, automaticamente vem à cabeça de muitos homens que esta é uma questão exclusiva das mulheres. De fato, elas por décadas têm manifestado suas lutas e impulsionado estratégias para conquista de direitos, pois sempre estiveram em desvantagem em relação ao sexo masculino. Não é de se estranhar que tal situação tenha criado uma imagem, uma representação social na cabeça dos homens, de que as mulheres é que são as únicas que saem no lucro numa sociedade onde prevalece a igualdade.

Mas não é assim que a coisa funciona. Homens também sofrem e muito com a ausência de igualdade de gênero, pois também se deparam com questões que vão desde assistência à saúde ineficaz, a uma imposição cultural e comportamental atroz, o “jeito de homem” que é cobrado, replicado e reforçado por gerações.

Vários estudos comparativos entre homens e mulheres têm comprovado o fato de que os homens são mais vulneráveis às doenças, sobretudo às enfermidades graves e crônicas, e que morrem mais precocemente que as mulheres.

Mesmo com toda essa vulnerabilidade dos números alarmantes de mortalidade, os homens não buscam, como fazem as mulheres, os serviços de atenção primária, o que faz com que acessem o sistema de saúde pela atenção ambulatorial e hospitalar e alta complexidade. Traduzindo: seja por desconhecimento ou por preconceito, só procuram o serviço de saúde quando a situação está crítica. Tal comportamento tem sérias consequências, como o agravo da doença, retardo no tratamento e maior custo. Sim, custo. Vidas não têm preço, mas saúde tem um custo, e é alto. A resistência masculina aos cuidados com a saúde também compromete emocionalmente sua família, que acaba muitas vezes arcando com o ônus de uma doença que poderia ter sido evitada com prevenção.

O conceito de masculinidade vem sido constantemente questionado, desconstruído e reformulado, tendo perdido seu rigor original na dinâmica do processo cultural. A masculinidade é construída historicamente e só­cio-culturalmente, sendo sua significação um processo em permanente transformação. Mesmo assim, ainda prevalece a ideia de que ser masculino é ser forte, e ser forte é não precisar buscar serviços de saúde, apenas em último caso. Em nossa sociedade, o “cuidado” é papel considerado como sendo femi­nino e as mulheres são educadas desde muito cedo para de­sempenhar e se responsabilizar por este papel.

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Para uma maior compreensão desta situação, sugiro o excelente documentário The mask you live in (EUA, 2015), da diretora Jennifer Siebel Newson, que apresenta um panorama perturbador e visceral sobre como meninos são criados, e levanta hipóteses de como estes podem ser educados para que cresçam e tornem-se homens mais saudáveis e cientes de seus papéis na sociedade. O filme também questiona sobre a relação do homem com o feminino, do porque o feminino é visto como algo a ser reprimido ou neutralizado e como isso afeta negativamente o desenvolvimento emocional do homem adulto.

Então, por que nós homens devemos mesmo nos envolver com a igualdade de gênero? Porque faz sentido e também porque nos beneficia. Não é um privilégio para mulheres, é um salto para qualidade de vida e saúde que todos nós precisamos dar.

É essencial que homens e mulheres estejam cientes dos benefícios que a igualdade de gênero lhes traz como indivíduos e como membros de comunidades e sociedades. Igualdade de gênero é trabalhar junto, e não apenas culpar uns aos outros por desigualdades.

E aos homens, cabe a conscientização sobre as causas e resultados de suas atitudes sobre as pessoas que estão ao seu redor.


fabioFábio Fischer de Andrade é graduado em Psicologia pela Universidade Católica de Santos. Especialista em Saúde da Família pela Universidade Gama Filho. Possui formação em Psicologia do Esporte pela clínica CEPPE & Associação Paulista de Psicologia do Esporte. Atende adolescentes, adultos e atletas em seu consultório em Santos-SP. Nas horas vagas se joga no meio do mato, correndo em provas de trilhas e montanhas. Contato: facebook.com/psicologofischer.

Em Perspectiva – a participação e a importância dos rapazes como aliados.

– por Mariana Zambon Braga e Ana Carolina Moreira Bavon

Nossa proposta na Feminaria é clara: “Impactar de maneira positiva a economia de maneira geral. Movimentar o mercado através de ações de colaborativismo, por meio do fomento e desenvolvimento de profissionais mulheres. Trabalhar não só pela igualdade de oportunidades entre os gêneros – mas criar uma cultura da empatia e ressignificação das relações comerciais.”

A protagonista da nossa história é a mulher economicamente ativa. Aqui na Rede todas somos mulheres, tudo aqui foi idealizado por cabeças femininas, com base nas nossas necessidades pessoais e projetado para a realidade de todas nós. Portanto, a Feminaria é Feminina em todos os seus lugares.

Além de ser um espaço democrático e de muita troca, acreditamos que o envolvimento dos rapazes no nosso movimento é mais do que necessário, é imprescindível. Acreditamos que toda mudança estrutural precisa do engajamento de todos, se falamos de impactar a economia de maneira positiva precisamos envolver todos os agentes: homens e mulheres.

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A importância de trazer para perto de nós a perspectiva masculina nos levou a criar a coluna: “Em Perspectiva – a participação e o ponto de vista deles”. O objetivo é trazer um novo ponto de vista sobre o nosso tema, e para isso precisamos dos olhos, ouvidos e palavras dos rapazes. Os homens podem e devem ser aliados na nossa luta por igualdade, equidade e ressignificação da ordem estabelecida. Além disso, acreditamos que é importante divulgar vozes masculinas que não reproduzem machismo e que buscam desconstruí-lo. Os rapazes também sofrem com o machismo institucionalizado e precisam sim de referências para aprender, trocar e se libertarem das consequências nefastas de uma sociedade que cria o homem pra ser “macho”. Conversa, troca, envolvimento, diálogo e muita informação transformam a nossa realidade, isso promove empatia e mudanças reais. E é disso que tratamos aqui na Feminaria.

E eis que surge outra questão importante: por que trazer homens para um espaço feminino?

Porque nossa proposta é uma mudança de paradigma e pra isso precisamos envolver todos os agentes da sociedade.

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Trazer os rapazes para perto de nós não significa coloca-los como nossos porta-vozes e nem que a palavra deles tem mais peso que a nossa. Também não significa que eles merecem um “biscoito” por suas atitudes. Significa apenas que dividimos um espaço neste mundo e que, sem a mudança do comportamento dos homens, o machismo não irá desaparecer só porque a gente deseja. Para uma sociedade mais equilibrada, precisamos de mulheres e de homens que tenham isso como objetivo comum.

Trazer os homens para perto, homens nos quais confiamos e que sabemos que serão propagadores de comportamentos positivos e transformadores, é somar forças.

Ter homens como aliados é ter o seu marido, seu namorado, seu amigo, seu filho, como um ponto de apoio para as suas lutas. Apoio, e não liderança. Eu, como mulher heterossexual e casada, preciso sempre manter um diálogo saudável com o homem com quem escolhi dividir a vida. Isso inclui apontar os privilégios dos quais ele desfruta e trabalhar, juntos, para que possamos desmantelar as estruturas tradicionais das relações e construir a nossa própria.

Nós, mulheres, somos as protagonistas do feminismo e das nossas pautas – somos nós que decidimos o que é importante e por que este ou aquele ponto específico precisa sofrer transformações. Somos nós que denunciamos as opressões, pois somos quem sofre com isso. Somos nós que apontamos o caminho a ser trilhado em nossas reivindicações por direitos e quando clamamos pelo fim da opressão. Isso é indiscutível. E a nossa luta sempre será nossa.

O protagonismo é nosso, a luta pode e deve ser coletiva!

Farão parte da coluna como colaboradores:

Fabio Fischer – psicólogo

David Alexandre – tradutor

Dom Lino – produtor musical


Imagens: Shutterstock


Ana Carolina Moreira Bavon

Advogada, consultora jurídica e fundadora da Rede Feminaria.


Mariana Zambon Braga
Responsável pela redação da Rede, é tradutora de inglês, formada em letras pela USP.
Atua nas áreas de: contratos, traduções técnicas, traduções literárias, artigos e monografias. Escritora por vocação e realizadora por necessidade.

Como a auto-sabotagem pode estar atuando na sua vida

– Por Gisele Ventura

A auto-sabotagem é um mecanismo muito comum, que opera de modo inconsciente fazendo com que puxemos nosso próprio tapete. Curiosamente com o intuito de nos proteger e nos manter na zona de conforto.

Como funciona a auto-sabotagem?

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Imagem: Raquel Aparicio

Após tantos envios de currículos, entrevistas, estudo e preparo, finalmente A. consegue o emprego dos seus sonhos. Logo no início, ansiosa para colocar seus potenciais em ação e mostrar a que veio, ficou com a saúde abalada. Tentou resistir, compareceu a empresa assim mesmo durante alguns dias, até que acordou tão fraca que precisou ser levada ao pronto socorro. O diagnóstico não foi tão grave mas exigiu uma semana em repouso.

Aniversário de dez anos de casamento, JP resolve fazer uma surpresa para sua esposa e compra um lindo anel de brilhantes em uma famosa joalheria. No estacionamento do shopping, coloca o pequeno pacote em cima do capô do carro enquanto procura a chave nos bolsos. Alguns minutos depois, já na rua se dá conta de onde havia deixado o presente. Tarde demais.

R., uma mulher bonita, profissional reconhecida, criativa, cheia de vida não consegue encontrar um parceiro para um relacionamento satisfatório. Conhece muitos homens, por meio de apresentações de amigos, encontros profissionais, aplicativos, eventos. Mas, em algum momento da relação percebe que tem uma característica em comum: parecem estar procurando uma mulher para sustentá-los.

Situação comum: Mulheres que gostariam de trabalhar mas que acabam ficando em casa após o nascimento dos filhos, até que não conseguem se recolocar mais (salvo as que realmente fizeram esta opção de forma consciente) muitas vezes estão sabotando suas carreiras.

Exemplos não faltam a respeito de auto-sabotagem. A auto-sabotagem é um tema tão presente nas nossas vidas, mas ao mesmo tempo tão difícil quase impossível de nos darmos conta. Por quê?

Porque ocorre em um nível inconsciente, tão profundo da nossa psique que não somos capazes de enxergar a olho nu. E, falar em auto-sabotagem, no exemplo de uma doença física, que aparece nos exames, parece até loucura não é?

“Como assim eu estaria provocando esta doença em meu corpo?”, você pode estar se perguntando.

Sim, concordo que é um assunto muito delicado e pode ser até mesmo soar como ofensivo ou leviano para quem sofre de alguma doença. Então, reforço que não necessariamente todo adoecimento é provocado pelas emoções. Existem fatores genéticos, doenças herdadas, ou geradas pelo ambiente, hábitos ou mesmo pela toxicidade dos alimentos.

Mas o inconsciente sim tem o poder de desencadear crises, agravar ou abrandar o problema. E, em algumas situações pode ser a fonte causadora.

A auto-sabotagem se disfarça de tantas formas, que parecem ter explicações tão racionais que realmente fica difícil visualizar que podemos estar sabotando nosso sucesso, saúde, relacionamentos e bem estar de modo tão imperceptível.

Mas afinal, porque no auto sabotamos?

Cada caso é um caso, não tem como generalizar, o mundo psíquico é vasto e extenso, atemporal. Composto pela nossa história, pelas nossas interpretações dos fatos da vida, nossos registros, memórias.

As pessoas se sabotam por inúmeras razões, mas que só podem ser compreendidas com um trabalho profundo de autoconhecimento. A grosso modo podemos conjecturar que é uma forma do ego se proteger de situações ameaçadoras. Para clarificar, segue alguns motivos comuns:

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Culpa:

Crescemos sob a sombra da culpa. Seja vinda da religião: “se não for bonzinho (a) vai para o inferno.” “Tem que colocar a necessidade dos outros antes da sua.” etc.

Conheci uma pessoa que pedia para o filho de 8 anos, todas as noites refletir sobre seus pecados.

Ou culpa cultivada no ambiente familiar: “tem que ser boazinha/bonzinho, responsável, dar a sua vez, cuidar dos seus irmãos pois você é mais velha/velho, compartilhar seus brinquedos ou doces, tem que ter as melhores notas”.  Muitas crianças sentem-se culpadas por brigas em casa e separação dos pais.

É importante salientar que não se trata necessariamente de pais ou cuidadores mal intencionados, mas sim a forma como os conceitos são passados de geração em geração. Muitas vezes com o intuito de educar ou proteger os filhos de perigos e exposições, afinal foi a forma com que estas famílias aprenderam a educar.

A culpa também tem uma função importante no ser humano e na sociedade, imagine se não tivéssemos culpa? Que caos que seria!

A questão é: como a culpa atua na auto-sabotagem. A culpa é sinal de não merecimento. Então se você, inconscientemente acredita que não merece algo bom, sucesso profissional, um relacionamento, uma família, um carro ou casa novos, uma viagem, amigos, tem que dar um jeito de colocar a perder certo?

Inveja:

Apesar de ser um sentimento tão condenado, todos nós, de uma forma ou de outra já sentimos inveja. Seja na infância, adolescência ou vida adulta. Em algum momento acreditamos que seria nosso direito ter o que pertence ao outro. Que o outro não deveria ter conquistado aquilo que cabia a nós. Quem nunca chegou a torcer em silêncio contra o sucesso de outra pessoa, ou não fez uma fofoquinha maldosa?

Assim sendo, quando sentimos inveja, acreditamos também que não podemos possuir algo bom. Pois, da mesma forma que desejamos secretamente que o outro perca sua conquista, acreditamos que como “castigo” perderemos a nossa também. Parece complexo, distante ou surreal demais? Sim. Assuntos do inconsciente são muito profundos para serem tratados em um texto sucinto.

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Síndrome do Impostor:

A síndrome do impostor é um nome um tanto quanto pitoresco e nada científico dado a um sentimento de incompetência e ineficiência. Ou seja, pessoas que acreditam que no fundo são uma fraude. Vivem com medo de que descubram sua “verdadeira face”. Muitas vezes são pessoas bem intencionadas, competentes, capazes, éticas mas não se apropriam de suas capacidades devido à baixa autoestima, e pouca confiança em si mesmas.

Apesar de não ser de fato uma “síndrome” pois não consta em manuais da medicina, é um estado muito comum que impede a pessoa de crescer e evoluir. Esse sentimento, o medo de “ser descoberta” a impede de alçar voos mais altos, decolar na carreira, na vida pessoal. Então, de alguma forma, o indivíduo dá um jeito de colocar tudo a perder antes que isso aconteça.

Ganhos Secundários:

Situações novas muitas vezes são desconfortáveis, nos tiram de um lugar conhecido. Talvez não tão bom, mas familiar. O sucesso, o novo, por sua vez nos traz um certo desconforto, o medo do desconhecido. Quais serão as novas responsabilidades? Que tipo de situações negativas terei que lidar quando meus desejos se realizarem?

A questão é que muitas vezes temos um ganho em permanecer em uma situação desfavorável.

Quando estamos doentes recebemos cuidados, atenção. Nos livramos de afazeres chatos, de responsabilidades.

Quando ficamos no lugar de “coitadinhos” acreditamos que atraímos a complacência ou empatia das pessoas. Ao contrário de quando ocupamos uma posição de destaque, de sucesso, tememos a inveja, receamos perder a companhia ou o apoio de determinadas pessoas. Ou, as pessoas podem começar a nos procurar para pedir ajuda.

O sucesso traz desafios, responsabilidades, trabalho. É necessário mantê-lo, cuidar da imagem, vigiar suas atitudes. Dá trabalho! Nem sempre desejamos pagar o preço.

Mas lembrem-se, tudo isso ocorre em um nível inconsciente, ou seja, invisível a olho nu!

Medo de comprometer o relacionamento ou a estabilidade familiar:

Quando as pessoas mudam ou saem da sua zona de conforto, estas mudanças podem interferir na dinâmica do seu ambiente. Por exemplo: a mulher vai para o mercado de trabalho e sai do papel de dona de casa, precisa contratar pessoas para dar conta da rotina doméstica ou cuidar das crianças, ou mesmo contar com a ajuda de familiares. Este trabalho pode implicar em viagens ou eventos que talvez não seja do agrado do cônjuge. Ou o restante da família pode julgá-la.

Algumas mudanças podem fazer com que cônjuges ou outros familiares fiquem insatisfeitos seja por sentirem-se ameaçados, com inveja ou sobrarão mais atividades para eles de modo que perderão certas comodidades. Inibida por essas possíveis reações negativas, a pessoa pode retroceder ou fazer com que seu projeto não dê certo por inúmeras razões que só o inconsciente é capaz de criar. Mas como ela mesma não se dá conta, logo arruma várias explicações e justificativas plausíveis e racionais para tanto.

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Desejos contraditórios:

É uma situação muito comum. Algumas vezes desejamos exatamente o oposto daquilo que demonstramos ou lutamos para acontecer. Seja para atender uma exigência da sociedade, da família, ou para adquirir status e prestígio (pessoas com baixa autoestima).

Exemplos: perder dia da prova de vestibular, ou processo seletivo. Desejo de engravidar mas sofre abortos naturais sucessivos. Fazer uma má apresentação do TCC ou tese de mestrado.

Um executivo pode cometer um erro grave que venha a acarretar prejuízos para a empresa, vir a ser demitido e ficar arrasado. No entanto, já está há um tempo infeliz e desejando mudar os rumos da sua vida profissional. Claro que ele não queria prejudicar a empresa tampouco sua carreira, pelo menos de forma consciente.

Em um dos exemplos iniciais, o homem que deixa a joia que seria presente para sua esposa no capô do carro. Como estaria este relacionamento? Será que ele realmente desejou dar este presente a esposa?

Vingança:

Sim, as pessoas podem sabotar sua realização pessoal, sua saúde, seus projetos para punir ou se vingar de alguém.

Se mantem em uma posição de doente ou dependente para que algum familiar banque suas despesas, fique a sua disposição para o que for necessário.

Seja por mágoa, raiva dos pais ou cônjuge ou mesmo dos filhos, algumas pessoas se colocam nesta posição, prejudicando acima de tudo a si mesmas. Não se libertam e não libertam os outros envolvidos do encargo.

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O assunto auto-sabotagem é muito amplo, a intenção deste texto foi apenas arranhar a superfície de um tema tão rico e fascinante. Fascinante e ao mesmo tempo trágico e real, muito real.

Tal termo não é de uso científico da psicologia, mas utilizado pelo senso comum. No entanto, são encontrados na literatura de estudiosos consagrados como Freud, C. G. Jung, Melanie Klein entre outros, referencias claras a situações de auto-sabotagem mas com diferentes nomenclaturas.

Como estes autores abordam basicamente a vida psíquica, o inconsciente, praticamente todos os casos clínicos e seus transtornos tem conteúdos relacionados a auto-sabotagem.

Talvez você esteja se perguntando nesse momento onde e como a auto-sabotagem se aplica a você, na sua vida. Se você percebe que ocorrem situações repetitivas que te prejudicam ou te impedem de alcançar seus objetivos, é bem provável que esteja nesse ciclo. Para detectar e romper e assim adquirir mais autonomia sobre sua vida, o caminho é um trabalho profundo e paciente de autoconhecimento.

Pode causar medo, ansiedade e há possibilidades de surgirem várias resistências e empecilhos pelo caminho para que fique onde está. Pelas mesmas razões mencionadas no decorrer do texto. Mas, no que tange ao autoconhecimento o lema é: “quebre as pontes que atravessar!”.

Gisele Ventura Essoudry

Psicóloga clínica especialista em Saúde Mental pela UNIFESP, coach e orientadora profissional. Em razão da também graduação em Marketing, trabalhou por quinze anos no mundo corporativo, nos segmentos de varejo e bancos, sempre na área comercial o que contribuiu muito para entendimento de questões relacionadas ao ambiente empresarial. Criadora do site de conteúdo www.autenticalab.com.br, ministra palestras e workshops sobre desenvolvimento pessoal. Dois e-books publicados: “Com autoestima é melhor!” e “Amor e relacionamentos, muito além do óbvio!”. Consultora da Feminaria, atende às associadas da Rede com agendamento pelo telefone (11) 2737-5998

 

* Texto originalmente publicado no site do Autentica Lab.

* Imagens: Cenas do filme “O fabuloso destino de Amelie Poulain”

Further report. Criminal case found near railroad CCA-500_Sample-Questions between 38th and 11th Street. Homicide. Completed. Criminal police, forensics, ambulance and emergency medical Finished. Received, 5885. Caught the suspect 0B0-400_Testing yet Finished. 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure No suspects found. 0B0-400_Testing 5885, finished. Shakes looked 0B0-400_Testing at the finger, that root was cut off the bones exposed bones finger. She 0B0-400_Testing looked at the glittering diamond ring, those eyes, E20-016_Exam-Dump and that twisted mouth Europe, that horrible mouth. Thriller spread throughout her body. Emilia Shakes swimming in the water snake river during the summer camp, and 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure absolutely did not hesitate to 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF jumped from the 100-foot bridge, but as long as she thought of a hush think of Was tied into a ball, could not move, immediately fell into the feeling of panic like an electric shock. Because of this, 0B0-400_Testing Shakes walked so fast and was so crazy when 1Y0-A24_Dumps-Pass4sure driving. As long as you move, they can not catch you She heard a voice and quickly looked up. A rumbling sound came 0B0-400_Testing from far and louder and louder. Few 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF pieces of shredded paper are raised by the wind and fly along the rails. Dust circling around her, like an angry ghost. Then there was a deep whine Emiliano Shakespear, a five-foot-nine patrolman, found himself CCA-500_Sample-Questions facing the locomotive of a 31-ton American-American company. The red, white, blue-faced steel behemoth is approaching her at ten miles an hour. Stop Stop She shouted. The train driver ignored her. Shakes ran to the railway, standing in the middle 0B0-400_Testing of the rails, swinging his legs CCA-500_Sample-Questions waving his arm, signaling the driver to E20-016_Exam-Dump stop CCA-500_Sample-Questions moving forward. 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The young man answered, No. Who is that The 0B0-400_Testing doorbell 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF rang, is not it Thomass 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF eyes CCA-500_Sample-Questions looked at the window. The bird is back.Look, 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF theres blood on your CCA-500_Sample-Questions windowsill.Do you see them The female peregrine faltered slowly into Lymes gaze. A blue-gray feather, gorgeous like fish. It is looking up, looking back and E20-016_Exam-Dump 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF forth toward the sky. They are always together, will they be with them for life Exclaimed Thomas. Like a geese Lymes eyes returned to Thomas. The latter was bowing his strong, young waist forward, looking through the window, which was splashed with rain. Who is here Lyme asked again. He was annoyed by the deliberate delay of young 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF people. CCA-500_Sample-Questions Visitors. Visitors Ha Lyme snorted. He tried to recall when the last guest visit was. That is at least three months ago. Who was the guest last visited Maybe those reporters, or a distant relatives. Thats right, its Peter E20-016_Exam-Dump Chter, a spine neurologist in Lyme. Blaine E20-016_Exam-Dump has been here several times, but she certainly can not be a 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF visitor. Its so cold here, complains 070-562-VB_Exam-Dumps-PDF Tommy, reaching out to open the window at the same time. Young typical performance. Lyme thought. Do not open the window, he ordered, well, tell me whos coming Its cold. Youre going to scare the bird.You can turn off the air conditioner.Ill be closed. 0B0-400_Testing Lets open again, said Tangmajas forcefully to lift 0B0-400_Testing the thick wooden frame of the window. The two birds got accustomed 0B0-400_Testing to playing since they moved in. Hearing the noise, the two peregrine falcons turned their heads and widened their eyes to the source of the E20-016_Exam-Dump noise. But they were just E20-016_Exam-Dump wide-eyed, still on the edge of the bay windows, overlooking monarchs overlooking the collapsed ginkgo trees in their territory and the car parked on both sides of the street. Lyme asked again Whos coming Leon Salet. Leon What did he do Thomas looked back and forth at the room.